Conta de luz terá taxa extra menor

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MARCELO CAMARGO/AG.BR.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anun­ciou nesta sexta-feira, 29 de novembro, que as contas de luz vão ficar mais baratas a partir deste domingo, 1º de dezembro. A reguladora alterou a bandeira tarifária de vermelha patamar 1 para a amarela, que representa um custo extra de R$ 1,343 para cada 100 quilowatts-hora con­sumidos (kWh) contra os R$ 4,169 por kWh cobrados de taxa extra neste mês.

“Para dezembro, as previsões meteorológicas sinalizam me­lhora nas condições de chuva sobre as principais bacias hidro­gráficas do Sistema Interligado Nacional (SIN), caracterizando o início do período úmido na região dessas bacias. A previ­são hidrológica para o mês é a de que as vazões afluentes aos principais reservatórios se ele­vem gradativamente, mas ain­da atingindo patamares abaixo da média quando comparadas às referências históricas”, diz a Aneel em nota.

“Essa condição intermedi­ária repercutirá na capacidade de produção das hidrelétri­cas, ainda demandando acio­namento de parte do parque termelétrico, com impactos diretos na formação do preço da energia (PLD) e nos custos relacionados ao risco hidro­lógico (GSF). O PLD e o GSF são as duas variáveis que deter­minam a cor da bandeira a ser acionada”, completa.

Em agosto e setembro, durante a estiagem, a conta de luz também teve bandeira vermelha em seu primeiro pa­tamar, na época com cobrança adicional de R$ 4 – a partir de novembro os valores deixaram de ser arredondados. Em outu­bro, as tarifas também estavam com a bandeira amarela, com custo adicional de R$ 1,50 a cada 100 kWh – antes do ar­redondamento, que neste caso foi para baixo (R$ 1,343 a cada 100 kWh consumidos).

No sistema de bandeiras ta­rifárias, em vigor desde 2015, a cor verde não tem cobrança de taxa extra, indicando condi­ções favoráveis de geração de energia no País. Na bandeira amarela, a taxa extra é de R$ 1,343 a cada 100 kWh consu­midos. A bandeira vermelha pode ser acionada em um dos dois níveis cobrados. No pri­meiro nível, o adicional passa a ser de R$ 4,169 a cada 100 kWh. No segundo nível, a co­brança extra será de R$ 6,243 a cada 100 kWh.

As bandeiras tarifárias in­dicam o custo da energia gera­da para possibilitar o uso cons­ciente de energia. Antes do sistema, o custo da energia era repassado às tarifas no reajuste anual de cada empresa, e tinha a incidência da taxa básica de juros. A população da Região Administrativa de Ribeirão Preto (RARP), que envolve a cidade-sede e mais 24 municí­pios, pagou, de janeiro a setem­bro deste ano, R$ 16,77 milhões a mais na conta de energia elétri­ca por conta das bandeiras tari­fárias diferenciadas.

O levantamento é da União da Indústria de Cana-de-Açú­car (Unica) a partir de dados da Aneel. Em 2018, o valor chegou a R$ 57,68 milhões. Somente na metrópole Ribei­rão Preto, onde a CPFL Pau­lista tem 309.817 consumido­res – são mais 4,2 milhões de clientes espalhados em outras 233 cidades do estado de São Paulo –, a bandeira amarela e a vermelha geraram uma arre­cadação de R$ 8,32 milhões no mesmo período de nove me­ses. No ano passado, os ribei­rão-pretanos desembolsaram R$ 28,60 milhões.

No Brasil, também entre janeiro e setembro, a taxa ex­tra gerou R$ 2,05 bilhões. No ano passado foram R$ 6,88 bi­lhões. Entre 2015 – quando o sistema de bandeiras tarifárias começou a valer – e setembro deste ano, os brasileiros já pa­garam R$ 33,30 bilhões a mais. Na Região Administrativa, o aporte foi de R$ 268,70 mi­lhões e, em Ribeirão Preto, de R$ 133,26 milhões.

A Região Administrativa conta com Ribeirão Preto, Alti­nópolis, Barrinha, Brodowski, Cajuru, Cássia dos Coqueiros, Cravinhos, Dumont, Guariba, Guatapará, Jaboticabal, Jardi­nópolis, Luís Antônio, Monte Alto, Pitangueiras, Pontal, Pra­dópolis, Santa Cruz da Espe­rança, Santa Rosa de Viterbo, Santo Antônio da Alegria, São Simão, Serra Azul, Serrana, Sertãozinho e Taquaral.

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