JOSÉ CRUZ/AG.BR.

Ribeirão Preto registrou mais 33 mortes por covid-19, aponta o Boletim Epidemio­lógico da Secretaria Municipal da Saúde. A cidade ultrapassou a marca de 2.280 falecimentos e, neste ritmo, deve superar 2.300 esta semana. Nesta terça­-feira, 8 de junho, o número de vítimas fatais em decorrência da doença subiu para 2.282, alta de 1,5% em relação às 2.249 computadas até segun­da-feira (7).

Maio terminou com 317 mortes, dez por dia, mas há apenas 197 registros oficiais. Já é o terceiro mês com mais mortes da pandemia, atrás de março (397, quase 13 por dia, o período com mais óbitos) e abril (330) deste ano – o bo­letim aponta 263 ocorrências oficiais. O recorde do ano pas­sado pertence a julho (244).

São 66 mortes em junho, nove por dia, mas nenhuma aparece no balanço oficial. Janeiro soma 172. São 209 casos em fevereiro. O recorde de falecimentos anunciados em um único boletim agora pertence a esta terça-feira, 8 de junho, de 33 óbitos. Antes era de 6 de abril, de 32 víti­mas fatais.

O total de mortes por co­vid-19 em menos de seis me­ses de 2021, de 1.238 já é 18,6% superior ao registrado em nove meses do ano passado (de mar­ço a dezembro), de 1.044 óbi­tos. São 194 a mais. O recorde de falecimentos em 24 horas é de 1º de abril, com 23 óbitos, contra 19 do dia 14. Antes da segunda onda de covid-19 era de 24 de julho de 2020, de 13.

De 26 de março de 2020, data do primeiro óbito, a 15 de janeiro deste ano, data da milésima morte, foram 297 dias. Para chegar a dois mil foram 122 dias.

As ocorrências fatais do último boletim foram regis­tradas entre 31 de maio e a última segunda-feira, 7 de junho. As vítimas são 21 ho­mens e doze mulheres com idade entre 36 e 93 anos.

Vinte e nove pacientes es­tavam internados em hospitais públicos e quatro morreram em instituições particulares. Três mulheres, de 36, 39 e 65 anos, e três homens, de 49, 55 e 57 anos, não tinham comor­bidades. As demais 27 pessoas sofriam de problemas de saúde e eram portadoras de doenças graves. Dezenove estavam na faixa etária abaixo de 60 anos.

A tendência é de queda na comparação semanal. Entre 25 e 31 de maio ocorreram 79 falecimentos na cidade, cerca de um a cada duas horas e oito minutos. Nos sete dias sub­sequentes, entre 1º e 7 de ju­nho, foram confirmados mais 66 óbitos, também um a cada duas horas e 33 minutos, recuo de 16,5% e 13 casos a menos.

Se a comparação consi­derar o período de 14 dias, a tendência também é de que­da. Entre 11 e 24 de maio fo­ram 157 mortes, uma a cada duas horas e oito minutos. Entre 25 de maio e 7 de junho a cidade registrou 145 óbitos, cerca de um a cada duas ho­ras e 19 minutos, doze a me­nos e recuo de 7,6% em rela­ção ao período anterior. São 302 no total de 28 dias.

Os meses com menos falecimentos são março de 2020 (dois, a pandemia co­meçou em meados do mês em Ribeirão Preto) e abril do ano passado (onze). A taxa de letalidade da pandemia segue em 2,7% – chegou a 4,9% em abril e a 5,3% em maio do ano passado. Neste ano, até agora, a taxa era de 2% em janeiro, 4,2% em fevereiro e 4,2% em março, 3,2% em abril e che­gou a 2% em maio.

A média neste ano subiu de 2,5% para 2,7% em março, em abril passou de 2,8% para 2,9%, e agora em maio está em 3%, acima dos índices re­gional (2,6%), mundial (2,2%) e nacional (2,8%) e abaixo do estadual (3,4%). A taxa de in­cidência de óbitos em 14 dias por 100 mil habitantes estava em 16,58 em 30 de abril, em 5 de maio, estava em 14,89, no dia 6 era de 14,05 e em 7 de maio recuou para 12,92. Em 1º de março apontava 5,62.

Por sexo, as vítimas da covid-19 são 1.259 homens (55,2%) e 1.023 mulheres (44,8%). A mais jovem em toda a pandemia é a menina de três anos que morreu em 1º de junho deste ano (a garotinha de seis anos que morreu em 14 de fevereiro é a segunda e a menina de 7 anos que faleceu em 18 de janeiro é a terceira) e a mais idosa, uma senhora de 102 anos que faleceu no dia 2 de fevereiro de 2021.

O município de Ribeirão Preto superou a marca de 83,4 mil pacientes infectados pelo Sars-CoV-2 – são 83.497. O Boletim Epidemiológico do Departamento de Vigilância em Saúde contabiliza a data do início dos sintomas e do diag­nóstico da doença.