Ribeirão Preto registrou mais 23 mortes por covid-19, aponta o Boletim Epidemio­lógico da Secretaria Municipal da Saúde. A cidade ultrapas­sou a marca de 2.240 faleci­mentos e, neste ritmo, deve superar 2.300 este mês. Nesta segunda-feira, 7 de junho, o número de vítimas fatais em decorrência da doença subiu para 2.249, alta de 10,8% em relação às 2.226 computadas até sexta-feira (4).

Maio terminou com 316 mortes, dez por dia, mas há ape­nas 166 registros oficiais. Já é o terceiro mês com mais mortes da pandemia, atrás de março (397, quase 13 por dia, o perío­do com mais óbitos) e abril (330) deste ano – o boletim aponta 261 ocorrências oficiais. O recorde do ano passado pertence a julho (244). São 34 mortes em junho, quase seis por dia, mas nenhu­ma aparece no balanço oficial.

Janeiro soma 172. São 209 casos em fevereiro. O recorde de falecimentos anunciados em um único boletim pertence a 6 de abril, de 32 óbitos. Antes era de 29 de março, quando foram divulgadas mais 28 vítimas fa­tais, mesma quantidade de 23 de abril. Os 27 dos dias 18 e 25 de maio e de 13 de abril têm o terceiro maior volume.

O total de mortes por co­vid-19 em menos de seis meses de 2021, de 1.205 já é 15,4% superior ao registrado em nove meses do ano passado (de mar­ço a dezembro), de 1.044 óbitos. São 161 a mais. O recorde de fa­lecimentos em 24 horas é de 1º de abril, com 23 óbitos, contra 19 do dia 14. Antes da segunda onda de covid-19 era de 24 de julho de 2020, de 13.

De 26 de março de 2020, data do primeiro óbito, a 15 de janeiro deste ano, data da milési­ma morte, foram 297 dias. Para chegar a dois mil foram 122 dias.

As ocorrências fatais do úl­timo boletim foram registradas entre 28 de maio e o último do­mingo, 6 de junho. As vítimas são doze homens e onze mulhe­res com idade entre 17 e 84 anos.

Doze pacientes estavam in­ternados em hospitais públicos e onze morreram em instituições particulares. A adolescente de 17 anos era gestante e morreu em 29 de maio. Outra grávida, de 26 anos, faleceu no dia 2 de junho. Não há informações se alguma delas tinha algum problema de saúde. A secretaria investiga se duas mulheres, de 37 e 39 anos, e um homem de 55 anos tinham comorbidades. As outras 18 pes­soas eram portadoras de doen­ças graves. Catorze estavam na faixa etária abaixo de 60 anos.

A tendência é de estabili­dade na comparação semanal. Entre 24 e 30 de maio ocorre­ram 85 falecimentos na cidade, cerca de um a cada um hora e 59 minutos. Nos sete dias sub­sequentes, entre 31 de maio e 6 de junho, foram confirmados mais 41 óbitos, um a cada qua­tro horas seis minutos, recuo de 51,8% e 44 casos a menos.

Se comparação considerar o período de 14 dias, a ten­dência também é de queda. Entre 10 e 23 de maio foram 154 mortes, uma a cada duas horas e onze minutos. Entre 24 de maio e 6 de junho a cidade registrou 126 óbitos, um a cada duas horas e 40 minutos, 28 a menos e recuo de 18,2% em re­lação ao período anterior. São 280 no total de 28 dias.

Os meses com menos faleci­mentos são março de 2020 (dois, a pandemia começou em mea­dos do mês em Ribeirão Preto) e abril do ano passado (onze). A taxa de letalidade da pandemia segue em 2,7% – chegou a 4,9% em abril e a 5,3% em maio do ano passado. Neste ano, até agora, a taxa era de 2% em janeiro, 4,2% em fevereiro e 4,2% em março, 3,6% em abril e está em 1,7% em maio.

A média neste ano subiu de 2,5% para 2,7% em março, em abril passou de 2,8% para 2,9%, e agora em maio está em 3%, acima dos índices regional (2,6%), mundial (2,2%) e nacio­nal (2,8%) e abaixo do estadual (3,4%). A taxa de incidência de óbitos em 14 dias por 100 mil habitantes estava em 16,58 em 30 de abril, em 5 de maio, estava em 14,89, no dia 6 era de 14,05 e em 7 de maio recuou para 12,92. Em 1º de março apontava 5,62.

Por sexo, as vítimas da co­vid-19 são 1.238 homens (55%) e 1.011 mulheres (45%). A mais jovem em toda a pandemia é a menina de três anos que morreu em 1º de junho deste ano (a ga­rotinha de seis anos que morreu em 14 de fevereiro é a segunda e a menina de 7 anos que fale­ceu em 18 de janeiro é a tercei­ra) e a mais idosa, uma senho­ra de 102 anos que faleceu no dia 2 de fevereiro de 2021.

O município de Ribeirão Preto superou a marca de 83 mil pacientes infectados pelo Sars-CoV-2 – são 83.007. O Boletim Epidemiológico do Departamento de Vigilância em Saúde contabiliza a data do início dos sintomas e do diag­nóstico da doença.