O curta-metragem Before Sunrise, um projeto de Hele­na Riul, de Ribeirão Preto, que também é a roteirista e da mo­delo Júlia Rosengren, residen­te nos Estados Unidos, com produção de Rogério Takashi, de Batatais, vem colecionando prêmios internacionais e se tornou um sucesso nas plata­formas digitais.

Takashi, que ministra ofi­cinas de cinema em Batatais e cidades da região, desde 2007 com o projeto ‘Oficina Meu Primeiro Filme’, conta que Helena, uma das alunas do projeto, o procurou ano passado, para participar do desenvolvimento do curta. “A Helena havia mostrado pra Julia uns curtas produzi­dos na oficina e a Julia gostou bastante, daí surgiu o interes­se em ambas”, conta.

Segundo ele, o grande de­safio no curta-metragem foi o fato de ser feito de forma to­talmente remota. “Helena es­creveu, genialmente, o roteiro em junho, com o intuito de passar uma mensagem posi­tiva e universal para todas as pessoas que estão vivenciando esse momento tenso de pan­demia e isolamento social”.

Uma vez com o roteiro pronto, Takashi começou a desenvolver e planejar a dire­ção e, semanas depois, estava rodando o curta. “Foram uns três dias de gravação somente com a atriz, a Julia, e a Jessica, uma amiga e colaboradora da Julia, no set de filmagem. Todo o filme foi gravado com um Iphone e foi a Jessica quem operou”, explica.

“Além disso fazíamos o monitoramento e a comunica­ção pelo celular da Jessica em vídeo chamada, um tremendo desafio, mas foi superado com muito planejamento e paci­ência. O resultado foi bem sa­tisfatório e estamos tendo um feedback bastante positivo dos espectadores que estão se iden­tificando com a mensagem do filme. Lançamos ele no come­ço de agosto e já está com mais de 260 mil visualizações no YouTube”, aponta.

Takashi ressalta que algo bastante desafiador foi o fato de a Julia interpretar todas as cinco personagens do vídeo e ainda ser dirigida de forma remota, sem nenhum contato presencial.

Helena diz que o propó­sito fundamental foi o de criar algo positivo dentro da pandemia, que afligia a todos dentro da primeira onda da covid-19 em 2020. “Criar uma história em que as pessoas se identificassem e que também as fizessem refletir sobre a existência de algo maior que a conexão do contato físico restrito e infinitamente maior que as conexões digitais possíveis à época, a real importância da reconexão verdadeira… Foi nesse impulso que a ideia de produzir um curta metragem tomou vulto”, lembra.

O curta-metragem ga­nhou reconhecimento e diversas premiações em festivais pelo mundo. As pre­miações já são mais de 20 en­tre diversas categorias.
Veja em https://youtu.be/z_Br0YzZOaE