Meio século prestando serviços de água e de esgoto é um grande feito para qualquer autarquia do setor. Para mim é um privilégio estar como Diretor Superin­tendente nas comemorações do cinquentenário do DAERP, que por feliz coincidência teve em 07/07/1969 o Prefeito Antônio Duarte Nogueira como fundador e agora, em 07/07/2019, tem como Prefeito o seu filho Antônio Duarte Nogueira Júnior, a quem agradeço e registro minha gratidão por fazer parte da sua equipe de governo.

Cinquenta anos depois estamos prestes a alcançar a universalização do saneamen­to básico e já somos a 7ª cidade do Estado de São Paulo e 8ª no Brasil no ranking de saneamento da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária.

O orçamento do DAERP para 2019 é de R$ 308 milhões. A produção de água em 2018 foi de 131.012.750 m³ para um volume micromedido de 56.490.000 m³ (perdas de 55%). A água é explotada do Aquífero Guarani por 116 poços. O volume de esgoto tratado foi de 55.943.000 m³. 2.320 km é a extensão da rede de água e 1.937 km de rede de esgoto. São 204 mil ligações de água e 850 servidores.

Em 2018 os maiores gastos foram: R$ 103,6 milhões com pessoal, encargos e repasse financeiro ao IPM, R$ 70,9 milhões com energia elétrica e R$ 64 milhões com tratamento de esgoto (se considerado os R$ 13,6 milhões de parcelamento de restos a pagar, a concessionária recebeu R$ 77,6 milhões).

O DAERP recuperou a credibilidade, a capacidade de pagamento e de investimen­tos. Saímos de um déficit financeiro de R$ 0 milhões em 2016 para R$ 30,7 milhões em 2017 e R$ 63,5 milhões em 2018 e de uma disponibilidade líquida negativa de R$ 18,6 milhões para R$ 69,7 milhões em 2017 e R$ 84,9 milhões em 2018.
Nestes dois anos e meio os principais investimentos ultrapassaram a R$ 54,4 milhões com recursos próprios e da CEF pelo PAC. Foram R$ 6 milhões na renovação da frota com 86 novos veículos e máquinas (5 retroescavadeiras, 13 caminhões, 36 motocicletas, 20 automóveis, 6 pick-up’s e 6 minivans); R$ 20,2 milhões para aumentar a oferta de água em 1,8 milhão de litros por hora e a reservação em mais 6,8 milhões de litros de água (10 novos poços e 5 reservatórios); R$ 12,2 milhões na substituição de 42 km de redes antigas de água; R$ 11,3 milhões na compra e na substituição de 132 mil hidrômetros; R$ 2,6 milhões em 4.377 metros de redes adutoras e 1.450 metros de redes de esgoto; R$ 2,1 milhões em 64 bombas submersas.

O DAERP por intermédio da Ambient já concluiu, neste período de governo, 96% das obras de 97,2 km de interceptores com investimentos de R$ 137, 7 milhões.

Muitas medidas de gestão foram implementadas, destacando-se a implantação do software de gestão comercial GSAN, específico para o setor de saneamento, em subs­tituição a um sistema da década de 80, o que permitirá uma série de avanços, tal como o nome do usuário na conta; o Novo 115 de atendimento ao usuário deu agilidade ao atendimento e já não é motivo de tantas reclamações; o novo Regulamento de Serviços em substituição ao de 1986; o ponto digital biométrico; o cartão combustível; o sistema de monitoramento e rastreamento da frota de veículos; a reativação do Conselho Sani­tário Consultivo; a Agência Reguladora; o Comitê Permanente de Gestão e Controle de Perdas e Eficiência Energética, dentre outras medidas.

Pensar e planejar o DAERP para os próximos 50 ANOS é o mais importante. Com investimentos de R$ 150 milhões vamos mudar toda a concepção de abastecimento de água em Ribeirão Preto e garantir a segurança hídrica. Ao contrário do que acontece hoje, vamos levar água para os reservatórios e distribuí-la por gravidade. Foram pro­jetados e serão executados 58 setores de distribuição, criando os DMC’s – Distritos de Medição e Controle, o que aliado a automação, válvulas redutoras de pressão e de vazão, automação, centro de comando e controle – CCO; controle de vazamentos não visíveis, substituição de 132 mil hidrômetros, permitirão fazer gestão da distribuição e do abas­tecimento, visando reduzir os alarmantes 55% de perdas para 25% a 30% até 2021.

Fonte alternativa de abastecimento de água, também é uma grande preocupação. Em agosto de 2019 estaremos licitando o Projeto Básico de Captação de Água do Rio Pardo, abrindo possibilidades de uso dessa fonte a partir de 2026.

Além da gestão profissionalizada e da universalização do saneamento básico, estes são os legados que queremos deixar para esta e para as próximas gerações. Que venham os próximos 50 ANOS!

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