Jornal Tribuna Ribeirão

Dengue recua 98,2% em RP

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Os casos de dengue des­pencaram em Ribeirão Preto este ano, na comparação com os primeiros nove meses de 2020. Segundo dados do Bole­tim Epidemiológico, divulga­do pela Secretaria Municipal da Saúde nesta terça-feira, 5 de outubro, de 1º de janeiro a 30 de setembro de 2021 apenas 314 pessoas foram vítimas do mosquito Aedes aegypti – ve­tor da doença, do zika vírus e das febres chikungunya e ama­rela na área urbana.

No mesmo período de 2020 foram registradas 17.588. Ou seja, a queda é de 98,2%, ou 17.274 casos a menos. Neste ano, são 26 ocorrências de janeiro, 36 de fevereiro, 53 de março, 95 de abril, 62 de maio, 20 de junho, onze de julho, nove de agosto e apenas dois de setembro – dez a menos que os doze do mes­mo mês do ano passado, recuo de 83,3%. Em relação a agosto de 2021, a queda é de 77,8%. São sete a menos.

A secretaria revisou os da­dos porque, no boletim anterior, a cidade somava 317 casos até agosto. No ano passado, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro, Ribeirão Preto registrou 17.604 casos de dengue. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) in­vestiga mais 3.153 pacientes que podem estar com a doença neste começo de 2021 – aguarda o re­sultado de exames.

Em 2020, ocorreram onze mortes na cidade, mas um caso era importado de São Simão. No total oficial, Ribeirão Preto fechou o ano passado com dez óbitos por dengue, sete a mais do que os três falecimentos de 2019, alta de 233,3%. O número de dez vítimas fatais do Aedes aegypti é o maior em pelo me­nos cinco anos (desde 2016).

Antes de 2019, a cidade não registrava óbito em decorrência da infecção desde 2016, quando nove pacientes não resistiram aos vírus. O número total de ví­timas do Aedes aegypti em 2020 é 21,2% superior ao de 14.520 pessoas infectadas em 2019 – de acordo com dados atualizados pela Secretaria da Saúde –, 3.084 ocorrências a mais.

Ribeirão Preto declarou epi­demia ainda na primeira metade de 2020, a sexta em onze anos. A média diária de pessoas diag­nosticadas com o vírus transmi­tido pelo Aedes aegypti em 365 dias foi de 48, duas por hora. Dos 17.604 casos confirma­dos no ano passado, 2.932 são de janeiro, 6.695 de fevereiro, 5.045 de março, 1.865 de abril, 806 de maio, 170 de junho, 47 de julho, 16 de agosto, doze de setembro, cinco de outubro, seis de novembro e apenas cin­co de dezembro.

No ano passado, a maio­ria das vítimas do mosquito transmissor tinha entre 20 e 39 anos (6.564). Depois apare­cem os adultos de 40 a 59 anos (4.409), jovens de dez a 19 anos (2.785), idosos com mais de 60 anos (1.915), crianças de 5 a 9 anos (1.167), de um a quatro anos (652) e menores de um ano (112).

Em 2021, as pessoas com idade entre 40 e 59 anos lideram com 113 ocorrências, seguidas por quem tem entre 20 e 39 anos (109), crianças e adolescentes de 10 a 19 anos (40), idosos de 60 anos ou mais (37), crianças de 5 a 9 anos (onze), de 1 a 4 anos (três) e abaixo de 1 ano (uma).

Em 2020, os casos de den­gue foram registrados nas regiões Oeste (5.162), Les­te (3.626), Norte (3.556), Sul (3.297) e Central (1.963) – não há ocorrências sem identifi­cação de distrito. Neste ano, a Zona Leste lidera com 139 ocorrências. Depois aparecem as regiões Oeste (60), Sul (43), Norte (41) e Central (31).

Não há caso sem identifi­cação de distrito. Em quase 13 anos, Ribeirão Preto já regis­trou 141.302 casos de dengue, 19,6% da população, mas este número pode ser quatro vezes superior – de 565.208, ou 78,5% dos 720.116 habitantes da cida­de, segundo o Instituto Brasi­leiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cidade também tem um caso de febre chikungunya importado da Praia Grande (SP). Não há ocorrências de zika vírus e sarampo este ano.

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