Dengue recua 99,4% no primeiro trimestre

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Os casos de dengue des­pencaram em Ribeirão Preto no primeiro trimestre deste ano. Segundo dados do Bole­tim Epidemiológico, divulga­do pela Secretaria Municipal da Saúde nesta semana, em ja­neiro, fevereiro e março apenas 85 pessoas foram vítimas do mosquito Aedes aegypti– vetor da doença, do zika vírus e das febres chikungunya e amarela na área urbana.

No mesmo período de 2020 foram registrados 14.672 ocorrências. Ou seja, a queda chega a 99,4%, ou 14.587 a me­nos. Neste trimestre, são 28 ca­sos de janeiro, 31 de fevereiro e 26 de março, 5.019 a menos que os 5.045 do mesmo mês do ano passado, recuo de 99,5%.

No ano passado, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro, Ri­beirão Preto registrou 17.604 casos de dengue. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) investiga mais 1.395 pacientes que podem estar com a doença neste começo de 2021 – aguar­da o resultado de exames.

Em 2020, ocorreram onze mortes na cidade, mas um caso era importado de São Si­mão. No total oficial, a Secre­taria da Saúde fechou o ano passado com dez óbitos por dengue, sete a mais do que os três falecimentos de 2019, alta de 233,3%. O número de dez vítimas fatais do Aedes aegypti – vetor da doença, do zika ví­rus e das febres chikungunya e amarela na área urbana –é o maior em pelo menos cinco anos (desde 2016).

Antes de 2019, a cidade não registrava óbito em de­corrência da infecção desde 2016, quando nove pacientes não resistiram aos vírus. O nú­mero total de vítimas do Ae­des aegypti em 2020 é 21,2% superior ao de 14.520 pessoas infectadas em 2019 – de acor­do com dados atualizados pela Secretaria da Saúde –, 3.084 ocorrências a mais.

Ribeirão Preto declarou epidemia ainda na primeira metade de 2020, a sexta em onze anos. A média diária de pessoas diagnosticadas com o vírus transmitido pelo Ae­des aegypti em 365 dias foi de 48, duas por hora. Dos 17.604 casos confirmados até ago­ra, 2.932 são de janeiro, 6.695 de fevereiro, 5.045 de março, 1.865 de abril, 806 de maio, 170 de junho, 47 de julho, 16 de agosto, doze de setembro, cinco de outubro, seis de no­vembro e apenas cinco de de­zembro.

No ano passado, a maio­ria das vítimas do mosquito transmissor tinha entre 20 e 39 anos (6.564). Depois apa­recem os adultos de 40 a 59 anos (4.409), jovens de dez a 19 anos (2.785), idosos com mais de 60 anos (1.915), crian­ças de 5 a 9 anos (1.167), de um a quatro anos (652) e menores de um ano (112). Em 2021, as pessoas com idade entre 40 e 59 anos lideram com 31 ocor­rências, seguidas pelos adultos de 20 a 39 (trinta), crianças e adolescentes de 10 a 19 anos (doze), idosos de 60 anos ou mais (dez) e crianças de 5 a 9 anos (dois)

Em 2020, os casos de den­gue foram registrados nas regiões Oeste (5.162), Les­te (3.626), Norte (3.556), Sul (3.297) e Central (1.963) – não há ocorrências sem identifi­cação de distrito. Neste ano, a Zona Leste lidera com 25 ocorrências. Depois aparecem as regiões Oeste (21), Central (15), Norte (doze) e Sul (onze), além de um caso sem identifi­cação de distrito.

Ano a ano
Em 2018, Ribeirão Preto registrou 271 casos de dengue. Em 2017, foram 246, o volume mais baixo dos últimos doze anos. Em 2014 foram 398 re­gistros. Nos demais oito anos os casos confirmados foram superiores a mil, em alguns de­les passando de dez mil regis­tros, como em 2016 (de 35.043 casos, maior surto da história da cidade), 2010 (de 29.637), 2011 (de 23.384) e 2013 (de 13.179). O terceiro menor re­gistro de casos ocorreu em 2012, com 317. Ribeirão Preto também constatou 1.700 casos em 2009 e 4.689 em 2015.