O Homo Sapiens conviveu durante muito tempo com um fenômeno da natureza, que eram as chamas que brotavam da queima das árvores e da vegetação, atingidas pelos raios nas tempestades. Deve ter sido terrível aos nossos ancestrais ver um fenômeno que não podiam entender. Há 350 mil anos atrás, o homem conseguiu dominar o fogo e a técnica de produzi-lo, proporcionando um progresso único para a humanidade. O fogo aquecia as noites e os dias frios, permitia cozer os alimentos, o que ajudou a desenvolver nosso cérebro e nossa inteligência. Interessante é que a lenda da dominação do fogo é única para vários povos, sejam eles europeus, asiá­ticos ou americanos e consiste na narrativa de que o homem roubou o fogo de alguma divindade.

Muitos e muitos milênios depois disto, em torno de 3.500 anos atrás, o homem fez uma descoberta que revolucionaria a humanidade, na mesma intensidade que o computador revolucionou a nossa vida contemporânea: a criação da roda. Especula-se muito sobre o porquê desta demora e a opinião dominante é a de que o homem criava soluções baseadas em cópias da natureza e nada havia semelhante. Assim, a criação da roda foi fruto da sua criatividade. E a roda só se tornou efetiva quando alguém teve a ideia de colocar duas delas unidas por um travão, o que resultou num meio de transporte. Durante anos, ele foi se especializando, puxado ou empurrado, primeiro pelos humanos, depois pelos animais.

Tornou-se biga de guerra, trans­portava gente e mercadorias. Evoluiu para carruagens sofisti­cadas, tornou-se de ferro para conduzir os trens e desaguou num triciclo movido a motor de combustão, que daria origem ao automóvel. Motivado pela roda, o homem inventou o mo­tor a vapor, o de explosão, o elétrico e o atômico.

No início do século XVIII, um brasileiro de Santos, o Pa­dre Bartolomeu de Gusmão encantou a corte portuguesa ao mostrar suas experiências com “um instrumento para andar no ar”, denominado Passarola, um pequeno balão que, ao voar, se tornaria o primeiro aeróstato construído no mundo. Desta experiência primitiva decorreu a criação de vários tipos de balões. Coube a outro brasileiro, Alberto Santos-Dumont acrescer à história dois grandes aperfeiçoamentos para a Hu­manidade: estabeleceu a dirigibilidade dos balões e, em 1906, fez o primeiro voo do mais pesado do que o ar, inventando o avião, que se transformaria no foguete que levou o homem à Lua e se prepara para levá-lo a Marte.

Na década de 1940, começou a se concretizar a máquina que revolucionaria o mundo contemporâneo: o computa­dor. Tomou seu nome dos antigos funcionários que faziam cálculos, os computadores. Tem uma história variada, até que surgem os primeiros grandes computadores, funcionando com válvulas e que necessitavam de enormes espaços físicos.

Concentravam-se inicialmente nas universidades e no uso militar. A descoberta do chip permitiu a diminuição de seu tamanho. Em 1993, duas universidades americanas, em cida­des diferentes, tiveram a ideia de conectar seus computado­res, dando início ao que viria ser a Internet. Mas, a revolução verdadeira se concretizou quando se inventou o computador pessoal, os sistemas operacionais mais fáceis de serem usados, transformando a máquina numa extensão de nossa mente e de nossos braços. Hoje, não vivemos sem ele, pois permitiu um enorme aumento da produtividade e abriu horizontes nem pensados.

E as descobertas e invenções continuarão, pois o Homem está em constante busca de coisas novas e importantes.