AJENG DINAR ULFIANA/REUTERS

Um submarino indoné­sio que estava desaparecido foi encontrado naufragado e dividido em pelo menos três partes no fundo do mar de Bali, disseram oficiais do Exército e da Marinha da In­donésia no domingo, 25 de abril, enquanto o presidente enviava condolências aos pa­rentes dos 53 tripulantes.

As equipes de resgate também encontraram novos objetos, incluindo um colete salva-vidas, que eles acredi­tam pertencer ao KRI Nan­ggala-402, submarino de 44 anos que perdeu o contato com o radar na quarta-feira (21) enquanto se preparava para conduzir um exercício de torpedo.

“Com base nas evidências, pode-se afirmar que o KRI Nanggala afundou e todos os seus tripulantes morreram”, diz o líder militar Marechal Hadi Tjahjanto aos repórte­res. O chefe do Estado-Maior da Marinha, Yudo Margono, disse que a tripulação não ti­nha culpa pelo acidente, afir­mou que o submarino não sofreu um blecaute e culpou as “forças da natureza”.

“O KRI Nanggala é divi­dido em três partes, o casco do navio, a popa e as partes principais, que estão todas se­paradas, com a parte principal tendo sido encontrada racha­da”, explica. “Existem partes espalhadas do submarino e seu interior na água.” O presiden­te Joko Widodo havia confir­mado mais cedo a descoberta dos destroços no mar de Bali e enviou às famílias das vítimas suas condolências.

“Todos nós, indonésios, expressamos nossa profun­da tristeza por essa tragédia, especialmente às famílias da tripulação do submarino.” Uma varredura no sábado detectou o submarino a 850 metros, muito além da área de mergulho do Nanggala.

Outros casos
A Indonésia não registrou incidentes graves relacionados com seus submersíveis, mas outros países sofreram aciden­tes deste tipo. Uma das tragé­dias mais conhecidas ocorreu em 2000, quando o submarino nuclear russo Kursk afundou enquanto fazia manobras no Mar de Barents com 118 tripu­lantes a bordo.

Um dos torpedos explo­diu, destruindo todo o depó­sito de munição. No episódio, 23 marinheiros sobreviveram à explosão, mas morreram porque não foram resgatados a tempo. Em 2017, o subma­rino da frota argentina San Juan, com 44 tripulantes, de­sapareceu a cerca de 400 qui­lômetros da costa argentina. Uma explosão subaquática foi registrada perto de sua úl­tima posição.

Em 2019, os restos do sub­marino Minerva, que naufra­gou em 1968 com 52 homens a bordo, foram encontrados no Mediterrâneo. O submer­sível da Marinha francesa, que realizava manobras a 30 quilô­metros da costa de Toulon (su­deste da França), afundou em quatro minutos e se rompeu no fundo do mar por motivos até agora desconhecidos.