FOTO: ALFREDO RISK

Neste sábado, 27 de março, é celebrado o Dia Nacional do Circo, uma homenagem ao patrono da cadeira 29 da Aca­demia de Letras e Artes de Ri­beirão Preto (Alarp), o ribei­rão-pretano Abelardo Pinto, o palhaço Piolin, que nasceu no mesmo dia de 1897 e morreu em setembro de 1973, aos 76 anos, de insuficiência cardía­ca. É considerado o grande re­presentante do meio circense, onde destacava-se pela gran­de criatividade cômica, além da habilidade como ginasta e equilibrista.

Abelardo Pinto “Piolin” nasceu num circo armado na rua Barão do Amazonas, no Centro de Ribeirão Preto. Iniciou sua carreira no Cir­co Americano ainda criança, envolvendo-se em diferentes atividades. Filho de artistas circenses, conquistou o reco­nhecimento dos intelectuais da Semana da Arte Moderna, movimento artístico e literá­rio realizado no Brasil em fe­vereiro de 1922, como exem­plo de artista genuinamente brasileiro e popular. Seu ape­lido, que se refere a um tipo de barbante, é devido à sua estrutura física: magro e de pernas compridas.

Foi considerado “o maior palhaço do mundo”. Washin­gton Luis, presidente da Re­pública deposto pelo golpe de 1930, era um dos seus admi­radores e costumava assisti­-lo. Foi um palhaço brasileiro de reconhecimento mundial, considerado um grande re­presentante do meio circense, onde destacava-se pela gran­de criatividade cômica, além da habilidade como ginasta e equilibrista. Uma multidão se aglomerou nas alamedas do Cemitério da Quarta Parada, em São Paulo, para acompa­nhar seu enterro.

Em 2021, pelo segundo ano consecutivo, não haverá a tradicional Festa do Dia do Circo da Alarp por causa da pandemia de coronavírus. O evento já teve cinco edições se­guidas entre 2015 e 2019, sem­pre na praça Jair Yanni – Mo­numento Piolin (em frente ao RibeirãoShopping, no Jardim Califórnia, Zona Sul), realiza­da pela Academia de Letras e Artes com o apoio da Secreta­ria Municipal da Cultura e da prefeitura de Ribeirão Preto.

O objetivo da Festa do Dia do Circo é difundir a maravilhosa arte do circo e homenagear a memória da acadêmica, ceramista e es­critora Jair Yanni, a primeira ocupante da cadeira número 29 da Alarp e que perpetuou, em livro e na criação da pra­ça, a memória do grande ar­tista circense natural da terra e que inspirou tantos outros na arte de fazer rir.

O também acadêmico e artista Roberto Bérgamo (1964-2018) foi o responsá­vel pela criação e execução dos 14 painéis da praça Jair Yanni – Monumento Piolin, que traz imagens diversas do palhaço ao lado de poesias e frases da acadêmica. Ele mor­reu em outubro de 2018, aos 54 anos, vítima de enfarte. A praça fica rua Couto Maga­lhães, Jardim Califórnia.