ALFREDO RISK

De acordo com a pesquisa realizada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lo­jistas do Estado de São Paulo (FCDLESP), neste ano, as ven­das de Dia dos Namorados, celebrado neste sábado, 12 de junho, devem apresentar um aumento de 8% em relação ao volume de 2020. A expectati­va é que a data aqueça o setor varejista e provoque um equilí­brio no balanço semestral.

“O Dia dos Namorados ainda é a terceira data mais im­portante para o varejo. Roupas, perfumes e chocolates serão os itens mais procurados na data. Flores e acessórios também estarão presentes na lista de produtos e podem resultar em crescimento das vendas”, expli­ca o presidente da FCDLESP, Maurício Stainoff.

Mesmo com a demanda do e-commerce, a maior concen­tração das vendas vai perma­necer no comércio físico – os shopping centers e as lojas de rua irão receber o maior fluxo de consumidores. Para a en­tidade, cerca de um terço das vendas será pelo ambiente vir­tual e o restante nas lojas físi­cas. Somadas, as vendas devem chegar a R$ 7 bilhões no estado de São Paulo.

Com mais restrições em 2020, os bares e restauran­tes devem apresentar um melhor desempenho neste ano – mesmo com as limita­ções na capacidade de ocu­pação e no horário de fun­cionamento. “As lojas podem aproveitar o período para oferecer promoções variadas e descontos. O objetivo é re­cuperar parte do seu caixa e fluxo”, diz Stainoff.

“Esperamos uma acele­ração na vacinação e, com isso, tenhamos um segundo semestre de recuperação do emprego e renda das pesso­as. Somente a vacinação, o emprego e renda garantem a retomada consistente e contí­nua das vendas”, finaliza.

Previsão da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) mos­tra que o setor deve arrecadar 5,7% a mais do que junho de 2020 – quando, mesmo já em meio à pandemia de covid-19, os varejistas viram suas recei­tas subirem 2,8% em relação ao ano anterior.

A antecipação da primeira parcela do décimo terceiro sa­lário para aposentados e pen­sionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e, em Ribeirão Preto, de 50% do abo­no para 14.969 servidores da ativa e mais 6.480 beneficiários do Instituto de Previdência dos Municipiários (IPM), também deve aquecer as vendas.

Segundo estimativas do Mi­nistério da Economia, a medida deve injetar R$ 52,7 bilhões na economia do país. A prefeitura pagou R$ 46.480.619,37, sendo R$ 22.132.255,33 para o IPM. O Departamento de Água e Es­gotos de Ribeirão Preto (Daerp) também antecipou o pagamen­to da primeira parcela do déci­mo terceiro salário. A autar­quia creditou R$ 1.962.154,80 para pagar o vencimento extra a 770 funcionários.

A previsão é que o varejo paulista fature cerca de R$ 69 bilhões em junho, superando tanto o desempenho do mes­mo mês de 2020 – que foi o segundo melhor em vendas daquele primeiro semestre – quanto o de 2019, no mundo sem pandemia, cuja alta agora é de 8,7%.

O caso mais expressivo é o das próprias perfumarias, que vão faturar perto de R$ 6 bilhões em junho – número que é 14,1% maior do que o registrado em 2020. Da mes­ma forma, as lojas de roupas e calçados vão crescer 3,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado, arreca­dando R$ 2,5 bilhões, o que é uma ótima notícia para um segmento profundamente afe­tado pela crise de covid-19.