Doença de Alzheimer: é possível prevenir – parte I

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A Doença de Alzheimer é um distúrbio neurológico rela­cionado com a perda progressiva da memória, que se instala no decorrer da vida. É uma forma de demência, quer dizer, a pessoa vai perdendo progressivamente o que nós chamamos de capacidade cognitiva, isto é, a capacidade que a pessoa tem não só de se lembrar com clareza de episódios armazenados em nosso cérebro, como de captar, entender e se lembrar de fatos tanto recentes como de um passado mais longínquo.

Trata-se de uma doença que vai se instalando e evolui progressivamente, por que ela destrói a memória e outras funções mentais importantes para a pessoa conseguir tocar a sua vida. É uma doença relacionada com o envelhecimento e à medida que os anos vão passando, a pessoa vai perdendo a memória, inicialmente para fatos mais recentes e depois para os mais antigos, até que a pessoa não se lembra de mais nada.

Mas, isso ocorre se não houver a interferência da medi­cina, através do diagnóstico e tratamento especializado. No Brasil temos registro de mais de dois milhões de casos novos por ano o que coloca o Brasil como um dos países com maior número de portadores de Doença de Alzheimer em toda a América Latina e Caribe.

O Brasil tem 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos e 6% dessa população são portadores da Doença de Alzheimer, o que significa que são quase um milhão de brasileiros com a doença. Até alguns anos atrás tinha-se como certo o apareci­mento da Doença de Alzheimer em torno dos 60 anos.

Entretanto, estudos médicos publicados em importantes revistas médicas tanto dos Estados Unidos como do Reino Unido têm mostrado que ela pode se instalar precocemente a partir dos 40 ou 50 anos.

Trata-se de um dado importante, pois o quanto antes a doença seja diagnosticada, maior é a chance de se instituir o tratamento e estabelecer o controle da doença.

Uma pergunta que tem sido feita com insistência para nós médicos e cientistas da medicina é: quais são as causas da Doença de Alzheimer? E a resposta para essa importante pergunta é que existe uma combinação de hereditariedade (quer dizer, é uma doença familiar, genética), estilo de vida e fatores ambientais.

Como a Doença de Alzheimer está relacionada com a perda de memória devido ao fato de as conexões das células do cérebro (neurônios) e as próprias células se degeneram e morrem e assim destroem a memória bem como outras funções importantes.

E quais são os sinais e sintomas da Doença de Alzheimer? Bem, a primeira manifestação é o esquecimento para fatos recen­tes e com a evolução da doença, também para fatos antigos.

Também a pessoa se torna irritativa, tropeça nas palavras, perde a orientação do espaço e tempo, ao conversar a pessoa pede para o interlocutor repetir a pergunta várias vezes, a pessoa tem dificuldade de manter a conversação, não conse­gue resolver contas simples como cinco mais cinco, tem di­ficuldade de dirigir o carro pois não se recorda de caminhos conhecidos ou então a pessoa se torna agressiva, ou assume uma postura passiva ficando calada muito tempo e com ten­dência ao isolamento e passa a confundir estímulos visuais ou sonoros.


(Continua na próxima semana)

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