Esportes – CPI ouve secretário e assistente adjunto

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ALINE PEREIRA/CÂMARA

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada para apurar eventuais irregu­laridades na gestão da Secre­taria Municipal de Esportes (CPI dos Esportes) realizou sua segunda audiência de de­poimentos. Na segunda-feira, 3 de agosto, foram ouvidos Jorge Alves de Oliveira Neto, assistente adjunto do secre­tário de Esportes, e próprio titular da pasta, Marcos de Melo Pacheco.

A CPI foi proposta pelo ve­reador Marco Antônio Di Bo­nifácio, o “Boni” (Podemos), que ocupa o cargo de presi­dente, e tem como demais in­tegrantes o relator Lincoln Fer­nandes (PDT), Paulo Modas (PSL), Luiz Antonio França (PSB) e Orlando Pesoti (PDT).

Na primeira oitiva, em 27 de julho, foram ouvidos os funcionários comissionados Saint Clair de Souza, chefe da Divisão do Conjunto Polies­portivo Elba de Pádua Lima – “Tim”, a popular Cava do Bosque; André Luis Américo da Cruz, coordenador de mo­nitores das escolas de futebol; e o chefe da seção de Gerencia­mento de Pessoal, Mauro Ce­sar Clemente.

Um dos principais ques­tionamentos levantados pelos vereadores foi a cessão de ser­vidores lotados na Secretaria Municipal de Esportes (SME) para outras pastas, como são os casos de Jorge Alves de Oli­veira Neto, assistente do secre­tário Marcos Pacheco, mas que trabalha no gabinete do pre­feito Duarte Nogueira Júnior (PSDB), e da chefe do setor de sub-almoxarifado da SME, Agda Camacho da Costa.

Em seu depoimento, o as­sistente do secretário afirmou que desenvolve trabalho no gabinete do prefeito Duar­te Nogueira Júnior (PSDB). Diz que sua função está re­lacionada aos projetos de­senvolvidos pela prefeitura de Ribeirão Preto. Sobre os trabalhos desenvolvidos na SME, ele não soube expli­car nenhuma atividade, nem mesmo quantas escolas de futebol encontra-se em fun­cionamento no município.

Entretanto, se prontificou a enviar posteriormente as atividades desenvolvidas pela pasta. Oliveira Neto também confirmou que nunca assu­miu a função do ex-secretário Ricardo Aguiar quando ele se licenciava do cargo. Segundo o assistente, seria uma opção do então titular da pasta desig­nar quem ficaria em seu lugar quando se ausentava.

Já o secretário Marcos Pa­checo afirmou que aproxima­damente 70% da dotação anual da pasta – de aproximadamen­te R$ 10 milhões – são desti­nados à folha de pagamento. Garante que a Secretaria de Esportes recebe outros R$ 5 milhões de recursos federais. A SME tem atualmente 69 funcionários, sendo 35 comis­sionados – metade do quadro da pasta (50%)

Questionado sobre como é feito o controle dos servi­dores que atuam na pasta, Pa­checo disse que é através de livro de ponto e que, no caso dos comissionados, não exis­te controle. Sobre os funcio­nários que estão cedidos para outras repartições, informa que cabe a estas secretarias realizarem a verificação.

Sobre possíveis prejuízos para a Secretaria de Esportes por causa da cessão de funcio­nários, Pacheco justificou que não existe prejuízo. A afirma­ção, contudo, não convenceu a comissão, principalmente por considerar estas funções de “relevada importância”. No fi­nal, o secretário de Esportes se comprometeu as enviar dados detalhados das atividades rea­lizadas por aquela pasta.

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