Etanol recua 2,26% nas usinas paulistas

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ALFREDO RISK/ARQUIVO TRIBUNA

Depois de três semanas con­secutivas de alta, o preço do eta­nol combustível voltou a cair nas unidades produtoras do estado. Segundo dados divulgados na sexta-feira, 11 de setembro, pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultu­ra Luiz de Queiroz da Universi­dade de São Paulo (Esalq/USP), o hidratado nas usinas paulistas está abaixo da casa de R$ 1,80.

O litro do produto, que qua­se chegou a R$ 2,15 no final de fevereiro e passou a maior parte de março, abril e maio na casa de R$ 1,30, chegou a R$ 1.8151 no dia 4 e agora caiu para R$ 1,7741, queda de 2,26%, Até então acumulava 9,04% de au­mento em 20 dias. Na quinzena anterior, acumulava 1,82% de retração. Até 31 de julho, o álco­ol combustível registrava alta de 5,69% em quatro semanas.

O preço do anidro – adi­cionado à gasolina em até 27% – caiu 0,35%, mas segue acima de R$ 2. Na sexta-feira, baixou de R$ 2,0827 para R$ 2,0754 de pois de nove semanas de alta, quando acumulou 3,33% de au­mento, após queda de 2,69% em 15 dias – a correção acumulada era de 21,42% nas oito semanas anteriores a 26 de junho.

Gasolina
Ainda na sexta-feira, a Pe­trobras reduziu mais uma vez os preços dos combustíveis, com queda de 7% do óleo diesel, de 5% da gasolina e de 7,2% do diesel marítimo. Foi a terceira baixa em dez dias. Os recuos acompanham o pre­ço do petróleo no mercado internacional. Os preços dos combustíveis fósseis mantêm quedas no acumulado do ano, informa a estatal.

Ao todo, a gasolina já so­freu 27 reajustes em 2020 e acumula queda de 15% no preço das refinarias. O diesel sofreu 21 correções e registra retração de 27,9%. Dos 27 reajustes praticados na gaso­lina, doze foram aumentos e 15 reduções. Entre os 21 re­ajustes do diesel, houve oito aumentos e treze quedas.

De acordo com o último levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado em 108 cida­des paulistas entre 16 e 22 de agosto, todos os combustíveis estão mais baratos em Ribei­rão Preto, mas a realidade nas bombas é bem diferente.

Segundo a agência regula­dora, o litro da gasolina custava R$ 4,081 na semana anterior (até dia 15) e agora baixou de R$ 4, chegando a R$ 3,977, queda de 2,54%. Porém, nas bombas, custa até R$ 4,60 (R$ 4,599). A nova gasolina, com 5% a mais de octanagem, é ven­dida por R$ 5,60 (R$ 5,599).

O etanol era vendido por R$ 2,564 agora está em R$ 2,533, aumento de 1,2%.

Nas bombas, pode custar até R$ 2,80 (R$ 2,799). O óleo diesel recuou de R$ 3,335 para R$ 3,287, correção de 1,44%. O diesel S10, que antes custava R$ 3,491, agora sai por R$ 3,381, baixa de 3,15%.

Considerando os valores médios da agência, de R$ 2,533 para o litro do etanol e de R$ 3,977 para o da gasolina, ainda é mais vantajoso abastecer com o derivado de cana-de-açú­car, já que a paridade está em 63,7% – deixa de ser vantagem encher o tanque com o deriva­do da cana-de-açúcar a relação chega a 70%.

Pesquisa da ANP
A ANP postergou a data de retomada da publicação semanal do Levantamento de Preços de Combustíveis (LPC), inicialmente prevista para esta segunda-feira (14). Não há data prevista e a agên­cia diz que trabalha para que o sistema seja implantado o mais rápido possível.

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