Gasolina recua 4% nas refinarias

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© Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras reduziu o preço da gasolina em 4% na última sexta-feira, 31 de julho, nas re­finarias. De acordo com a com­panhia, com a redução de 4% (ou R$ -0,07 por litro), o preço médio do derivado de petróleo da estatal para as distribuidoras passou a ser de R$ 1,65 por litro. No acumulado do ano, a redu­ção do preço é de 13,8%.

A companhia informou também que o preço do diesel (S10 e S500) não sofrerá alte­ração no preço nas distribui­doras. O diesel, no acumula­do do ano, teve uma redução do preço de 21,5%. O último reajuste da Petrobras ocorreu no dia 17 de julho, quando a empresa aumentou em 6%, na média, o preço do litro do die­sel e da gasolina em 4%.

Os preços são referentes ao valor vendido para as distribui­doras a partir das refinarias. O valor final ao motorista de­pende do mercado, já que cada posto tem sua própria política de preços, sobre os quais inci­dem impostos, custos opera­cionais e de mão de obra.

Reajustes
Desde o início do ano, a ga­solina já teve 23 reajustes, sen­do que dez foram aumentos e 13 deles, reduções nos preços para as distribuidoras. No caso do diesel, foram 17 reajustes, sem que seis deles aumentos de preço e onze deles redução no preço nas distribuidoras.

Novo produto
Produtores de combustíveis são obrigados a partir desta segunda-feira, 3 de agosto, a oferecer gasolina automotiva de melhor qualidade, menos nociva aos motores e ao meio ambiente. A mudança está pre­vista em resolução da Agência Nacional do Petróleo, Gás Na­tural e Biocombustíveis (ANP) e deve atingir, principalmente, a Petrobras, que domina a pro­dução de derivados de petróleo no Brasil, e importadores.

Mais eficiente do que a co­mercializada até então, a nova gasolina melhora a autono­mia do veículo, que, com isso, consome menos combustível. Além disso, a partir da sua oferta no mercado, fica mais fácil também para as empresas montadoras de veículos utiliza­rem tecnologias de motores de melhor qualidade, com capa­cidade de reduzir as emissões atmosféricas.

Para o consumidor final, no entanto, o produto deve sair mais caro. Por enquan­to, ainda é possível encontrar a “velha gasolina” nos pos­tos. As distribuidoras têm mais 60 dias de adaptação e os revendedores, 90 dias. A revisão da especificação da gasolina automotiva envolve, principalmente, três pontos. De acordo com a Petrobras, o produto abastece, atualmen­te, cerca de 60% dos veículos de passeio no Brasil.

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