Gramado sintético reaproxima Palmeiras e WTorre

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O presidente Mauricio Galiotte (C), da SE Palmeiras e os CEO da WTorre e Soccer Grass, Luis Davantel (E) e Alessandro Oliveira (D), concedem entrevista coletiva sobre a novo gramado sintético da Arena Allianz Parque.

O novo gramado sintético do Allianz Parque vai estrear somente neste domingo, porém já começou a causar impactos no Palmeiras. Nesta quarta-feira, o clube realizou a inauguração com um treino do time no novo piso, assim como a presença de dirigentes no estádio para uma entrevista coletiva. O ato sela um dos momentos de maior afinidade entre o Palmeiras e a construtora WTorre, responsável pela arena. Ambos prometem anunciar em breve a data de inauguração do novo memorial de troféus do clube.

A ideia de se trazer um novo piso foi fruto de uma longa discussão entre as partes. A preocupação em conciliar o calendário de shows com o cronograma de jogos sem deteriorar a qualidade do campo foi uma preocupação presente pelo menos nos últimos três anos. A grama sintética veio da Europa e foi instalada em menos de um mês. A medida foi uma escolha liderada pelo Palmeiras e pela diretoria da WTorre.

O entendimento entre as duas partes na decisão sobre a troca do gramado marca o momento de maior convergência entre clube e construtora. Desde a inauguração do estádio, em novembro de 2014, Palmeiras e WTorre tiveram conflitos públicos sobre a gestão do estádio e com questões discutidas em câmaras de arbitragem. A maior divergência recaiu sobre o direito de comercialização de assentos do estádio, queda do braço vencida pelo Palmeiras.

“Existe uma proximidade maior, com respeito e diálogo. Com isso, todos ganham. Estamos trabalhando pelo Palmeiras”, disse o presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte. “Já conseguimos avançar muito em reduzir as diferenças de entendimento. Temos mais proximidades nas conversas. Isso é fruto de uma gestão compartilhada. Quando se tem interesses alinhados, fica mais fácil”, completou o diretor financeiro da WTorre, Luis Davantel.

A atual pendência entre as partes diz respeito ao ressarcimento de jogos que não podem ser realizados no Allianz Parque porque a data coincide com shows. O clube cobra cerca de R$ 11 milhões referente a 50% da renda bruta de todas as 27 partidas que foram transferidas de local por esse motivo. A construtora, por sua vez, quer receber reembolsos por despesas com água e luz em dias de partidas. Justamente para minimizar esse atrito a escolha pelo gramado sintético foi uma escolha conjunta.

O maior distanciamento entre ambos se deu durante a presidência de Paulo Nobre no Palmeiras. Já nesta quarta, pela primeira vez desde a chegada de Galiotte ao cargo, em 2017, um mandatário alviverde participou de um evento público ao lado de um diretor da WTorre. Inclusive, ambos prometeram entregar novidades em breve.