Homem de 55 anos morre de covid-19

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JF PIMENTA/ARQUIVO

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) confirmou mais uma morte por covid-19 nes­ta terça-feira, 2 de junho. A cidade já soma 28 falecimen­tos óbitos em decorrência do novo coronavírus, além de 1.261 pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2. A taxa de letali­dade está em 2,2%, inferior aos índices regional (3,6%), esta­dual (6,7%), nacional (5,7%) e mundial (6%). A mortalidade é de 3,8 para cada 100 mil ha­bitantes.

Segundo o Boletim Epide­miológico do Departamento de Vigilância em Saúde, um homem de 55 anos, porta­dor de hipertensão arterial, morreu na segunda-feira (1º). Estava internado em um hos­pital público da cidade. Desde sexta-feira, já são quatro óbitos na cidade, um por dia. Desde 9 de maio, 20 pessoas morreram de covid-19 em Ribeirão Preto, mais do que o dobro dos oito falecimentos que ocorreram entre o final de março e abril.

Por sexo, são 14 homens (50%), de 36 anos, 41, 55, 57, 64, 67 (dois), 68, 73 (dois), 74, 76, 79 e 87 anos, e 14 mulheres (50%), de 51 anos, 58, 70, 71 (duas), 76, 80 (três), 85, 88, 89, 94 e 99 anos de idade. Vinte e sete tinham alguma comorbi­dade como doença cardiovas­cular, crônica, diabetes, pneu­mopatia, doença neurológica crônica, imunodeficiência e doença renal crônica (96,4%). Apenas o homem de 76 anos não tinha doença autoimune (3,6%).

Cinco pessoas tinham me­nos de 60 anos (17,8%) e 23 eram sexagenárias, septuage­nárias, octogenárias ou nona­genárias (82,2%). Por idade, os óbitos estão distribuídos entre 30 e 39 anos (uma morte, 4%), de 40 a 49 anos (uma morte, 4%), entre 50 e 59 anos (qua­tro, 14%), entre 60 e 69 anos (quatro, 14%), de 70 a 79 anos (nove, 32%), de 80 a 89 anos (sete, 25%) e de 90 anos ou mais (duas, 7%).

Segundo o boletim, a divi­são dos óbitos por fatores de risco indica que a maioria das vítimas tinha doença cardio­vascular crônica (16 pacientes, 57%), diabetes mellitus (14 pessoas, 50%), doença neuro­lógica crônica (quatro, 14%), doença pulmonar crônica (duas, 7%), doença renal crô­nica (duas, 7%), hipertensão arterial (cinco, 18%), doença hepática crônica (uma, 4%), obesidade grau 3 (uma, 4%) e síndrome metabólica (uma, 4%). Os números superam os 28 óbitos porque a maioria das vítimas tinhas duas ou mais comorbidades.

Segundo o Sistema de Mo­nitoramento Inteligente (Simi­-SP) do governo de São Paulo, que acompanha 104 municí­pios com mais de 70 mil ha­bitantes, a taxa de isolamento social no estado foi de 47% na segunda-feira (1º). O levan­tamento é feito em seis cida­des da região. Ribeirão Preto (45%), Barretos (40%), Bebe­douro (49%), Franca (45%), Jaboticabal (45%) e Sertãozi­nho (46%). O ideal, segundo a Organização Mundial de Saú­de (OMS), é de 70%, e o aceitá­vel de 50%.