Idosos enfrentam filas para vacinação

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ALFREDO RISK

Idosos de Ribeirão Preto enfrentaram atrasos, filas e aglomerações no primeiro dia da Campanha de Vacinação contra a Gripe, nesta segunda­-feira, 23 de março. Segundo os moradores, o problema ocor­reu em escolas como a Alfeu Luiz Gasparini, no Jardim Ipi­ranga, na Escola Dom Alberto José Gonçalves, nos Campos Elíseos, ambas na Zona Norte, e na Emef Professor Raul Ma­chado, no Santa Cruz do José Jacques, na Zona Leste.

A Secretaria Municipal da Saúde está usando esco­las e centros comunitários como postos de vacinação para pessoas a partir de 60 anos para evitar aglomeração nas unidades de saúde e o contágio pelo novo coronaví­rus (covid-19).

Em Ribeirão Preto, são es­timados cerca de 78 mil idosos e a meta é vacinar pelo menos 90% dessa população, cerca de 70,2 mil. Na área do Depar­tamento Regional de Saúde (DRS-XIII), a meta é imunizar 163.137 homens e mulheres com mais de 60 anos e 48.567 profissionais da área da saúde – médicos, enfermeiros, aten­dentes. Em todo o Estado de São Paulo, o objetivo é atingir 15,4 milhões de pessoas (90% da população-alvo).

Já em Ribeirão Preto, se­gundo nota da Secretaria Municipal da Saúde, nesta primeira etapa, de 23 a 27 de março, a campanha é destina­da à vacinação exclusivamente de idosos (pessoas a partir de 60 anos) e ocorre em escolas e centros comunitários pró­ximos às unidades de saúde. O horário de atendimento é das 8h30 às 16 horas. Na área do DRS-XIII, o Estado espe­ra imunizar 509.252 pesso­as até o final da campanha, somando todos os públicos.

Segundo dados da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE) da SMS, Ribeirão Pre­to fechou 2019 com 13 mortes por gripe. São sete óbitos por H1N1, quatro por H2N e dois não subtipados. Em 2018, du­rante quatro meses seguidos, a secretaria contabilizou 23 mortes por causa de alguma cepa da “gripe A” – a maioria por H1N1 e H3N2.

Em 2017 foram constata­das cinco mortes na cidade, mas em 2016 treze moradores faleceram, além de uma em 2015. Em cinco anos, Ribei­rão Preto acumula 55 óbitos por “gripe A”, além de 304 ca­sos confirmados. Em 2019, a cidade registrou 62 casos de influenza de 260 investigados. Neste vano, a pasta investiga 46 casos – cinco de janeiro, onze de fevereiro e 46 de março.