Impeachment de Trump é aprovado na Câmara

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© Isac Nóbrega/PR

Nesta quarta-feira, 13 de janeiro, a Câmara dos Repre­sentantes dos Estados Unidos aprovou, pela segunda vez, o impeachment do presiden­te norte-americano, Donald Trump. O republicano é acu­sado pelos parlamentares de “incitação à insurreição”. Na semana passada, apoiadores do líder da Casa Branca invadi­ram o Congresso para impedir a certificação da vitória de Joe Biden na eleição presidencial.

O processo segue agora para o Senado, mas não deve ser analisado na Casa antes de 19 de janeiro, um dia antes do fim do mandato de Trump. O impeachment foi aprovado com 232 votos a favor e 197 contra. Dos integrantes do par­tido do presidente, dez vota­ram para destituí-lo.

“Ao incitar um ataque mortal ao solo sagrado da nossa democracia america­na, Donald Trump provou-se incapaz de cumprir os deve­res da presidência por mais um segundo sequer”, disse a presidente da Câmara, Nan­cy Pelosi. Trump se tornou o primeiro mandatário ame­ricano a sofrer impeachment na Câmara duas vezes. Em 18 de dezembro de 2019, a Casa aprovou a destituição do re­publicano, mas ele foi absol­vido no Senado.

Naquela vez, Trump era acusado de pressionar o man­datário da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, a abrir uma inves­tigação contra Hunter Biden, filho do então pré-candidato do Partido Democrata à pre­sidência. A pressão pelo novo processo de impeachment cresceu depois que Trump in­centivou apoiadores, durante um discurso, a marcharem até o Capitólio para interromper a certificação de Biden.

Desde que perdeu a eleição, em novembro de 2020, o repu­blicano insiste, sem provas, que houve fraude no pleito. Nesta quarta-feira, o líder do Parti­do Republicano no Senado, Mitch McConnell, descartou a possibilidade de convocar uma sessão extraordinária nesta sexta-feira (15) para analisar o impeachment, como chegou a ser especulado.

Dessa forma, uma votação sobre a destituição de Trump não deve ocorrer antes da pos­se do presidente eleito do país, Joe Biden, em 20 de janeiro. A próxima sessão regular da Casa está marcada para o dia 19. Em nota a seus correligionários, McConnell disse que ainda não decidiu como votará no impea­chment de Trump, mas garan­tiu que ouvirá os argumentos quando eles forem apresenta­dos ao Senado.

Trump afirmou nesta quarta-feira que condena a violência durante a invasão do Capitólio na última semana, e que os envolvidos nos ataques serão levado à justiça. “Ne­nhum dos meus apoiadores verdadeiros se envolveria em violência política”, afirmou, em vídeo publicado no Twit­ter da Casa Branca. “Se você se envolveu nos eventos da úl­tima semana, não é um apoia­dor do nosso movimento, mas alguém que o atrapalha”, indi­cou o presidente.