Larga Brasa

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Nova política
Um jovem expoente da política atual analisava os últimos fatos que ensejaram a mudança dos horizontes da próxima eleição e vaticinava: “Política mal feita é patifaria. Bem feita é feitiçaria”. Saravá, meu irmão. As bruxinhas de outrora tinham lições com Nicolau Machiavel. As de hoje possuem outros professores com instrumentos mais modernos.

Saliva e sola de sapato
Os candidatos à vereança que concorrem pela primeira vez, sem apoio financeiro dos partidos, sem horário de TV e rádio, precisam sair pelos bairros, as chamadas “franjas” da comu­nidade, para contatar a população, se apresentar e dizer a que vieram. Sempre irão encontrar olhares desconfiados neste momento de pandemia. A grande maioria das residências é de famílias com baixa estima, sem dinheiro até para o arroz com feijão (e que caros!). Falar de política neste momento é difícil, principalmente para explicar seus planos de governo ou de ação no Poder Legislativo. Os primeiros que se aventuraram não tiveram a receptividade que aguardavam. Vai ser difícil.

Ordens de cima
No passado, chegou à cidade um parente do então presidente da República, que tentava arquitetar um plano de poder en­viando parentes para as regiões mais densamente povoadas do país. O cidadão se instalou e começou a utilizar aviões para levar conhecidos em contatos com Brasília e a organizar o partido da capital federal e Alagoas para atuar nas eleições.

Pé de tênis para garantir voto
Chegou pleno de condições financeiras e começou a registrar as promessas de votos com os nomes, número do título de eleitor, seções de votação etc. Em troca, doava um pé de tênis comprado de uma fábrica próxima de São Paulo. O outro pé, só depois das eleições. E assim foi caminhando e se estrutu­rando. Em determinado momento, os eleitores começaram a se utilizar dos calçados. Mesmo com um pé só. Choveu. Os tênis descolaram. Após revolta dos eleitores e denúncias, o candidato foi retirado da disputa.

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