Política habitacional
Falta ao município uma política habitacional que atenda a clas­se dos assalariados de baixa renda. Em outros tempos muitos empreendimentos foram viabilizados via Cecap e por outros meios para quem tem rendimento de um salário mínimo, com prestações de no máximo 30% da renda, além de manter um sistema do tipo “consórcio”. Cobria o saldo devedor dos imóveis por motivo de doença ou de desemprego. Assistentes sociais analisavam caso a caso.

“Minha Casa Minha Vida”
O programa “Minha Casa Minha Vida”, em que os construtores recebem via governo federal (Caixa Econômica) para finan­ciar conjuntos habitacionais, sempre é maior que o previsto no Plano 1. O tipo de financiamento tem todas as regras que definem uma habitação sem viés social, mas o empréstimo normal, com a rigidez daquele com retomada “online” caso o mutuário deixe de pagar um número de prestações, é combi­nado contratualmente.

Cohab
A ação contra o devedor é rápida, mesmo na pandemia. Quan­do menos se espera um oficial de Justiça avisa o mutuário de que seu imóvel ficará em “depósito judicial”. A Cohab hoje simplesmente é um cadastro de candidatos à casa própria, vendido para a Caixa, que não faz conjuntos habitacionais para a baixa renda.

Decore
Alguns investidores e construtores utilizavam um tal de “de­core”, uma fórmula de fugir dos rigores da renda de algumas famílias. Alguns escritórios faziam a renda do candidato “in­char”, criando problemas para o pagamento das parcelas e facilitando a retomada dos imóveis. O certo é que de todas as habitações edificadas quase nenhuma foi pelo sistema “Minha Casa Minha Vida 1”. Ao que consta nunca houve uma CPI para se apurar esta prática.