ALFREDO RISK

A fase da Lua cheia do mês de setembro começou na noite de segunda-feira (20) e já ren­deu belas imagens em Ribeirão Preto, como flagrou o fotógra­fo Alfredo Risk na noite desta terça-feira (21). Conhecida no Hemisfério Norte como “Lua da Colheita” (“Harvest Moon”), é fase mais próxima do equinócio de outono – no Brasil, antecede a primavera –, que acontece nesta quarta-feira (22), quando haverá a mudan­ça de estação no mundo todo.

É o exato momento em que a luz solar incide igualmen­te entre os dois hemisférios, alinhada com o Equador, e o Sol avança para o lado sul do firmamento. Conforme a tem­porada de outono/primavera vai se aproximando, o satélite natural promove um luar in­tensamente brilhante

No Hemisfério Norte, é co­nhecida como “Lua da Colhei­ta” porque, tradicionalmente, dá aos agricultores mais tempo para colher suas safras de ve­rão durante a noite. Aparecen­do dois dias antes do equinó­cio de outono/primavera deste ano, a Lua cheia pôde ser vista ontem depois das 20h55.

Durante os poucos dias que cercam o aparecimento da Lua cheia, o nascer da Lua ocorre dentro de 25 a 30 minutos no norte dos Estados Unidos e de 10 a 20 minutos no norte do Canadá e na Europa, segundo a Nasa. Normalmente, o satélite nasce por volta do pôr do sol e até cerca de 50 minutos mais tarde, de acordo com a EarthSky.

Mas quando a Lua cheia ocorre perto de um equinócio de outono, surge mais perto da hora do pôr do sol. A deste ano será a última da temporada de verão para aqueles que vivem no Hemisfério Norte, enquan­to para aqueles no Hemisfério Sul será a quarta Lua cheia de inverno, segundo a EarthSky.

A Lua cheia pode parecer maior e mais brilhante do que outras, porque esta está fisica­mente mais perto do horizon­te. A localização dá a ilusão de grandeza, apesar de não ser maior do que as outras luas cheias. Outra peculiaridade é sua cor que pode parecer espe­cialmente laranja. Isso também se deve ao fato de que a Lua cheia está mais próxima do ho­rizonte, o que cria uma maior espessura da atmosfera da Ter­ra criando uma tonalidade la­ranja, de acordo com EarthSky.

Foi um ano de atividade celestial incomum, com uma rara terceira Lua cheia, conhe­cida como Lua Azul, que apa­receu no final de agosto. Nor­malmente, é mais comum que uma estação tenha três luas cheias; no entanto, neste ano, quatro luas cheias ocorrerão em apenas uma estação, entre o solstício de junho e o equinó­cio de setembro.