Na edição de domingo passado o Caderno de Tu­rismo do Tribuna trouxe alguns locais mágicos e abandonados e que po­dem ser explorados pelos turistas. Agora vamos à parte 2 de alguns lugares abandonados mais boni­tos do mundo.

Castelo da Dona Chica (Braga, Portugal)


O Castelo da Dona Chica, um castelo português neorromântico que acabou envolvido num vór­tice de burocracia, batizado em homenagem à sua primeira proprietária, de origem brasileira, fica na cidade de Braga e começou a ser construído em 1915. Ao longo dos anos, teve diversos proprietários e inúmeras funções, mas acabou abandonado em meio a disputas legais, ficando em um estado avançado de degradação. Ainda assim, permanece digno de uma visita.

Granadilla (Cáceres, Espanha)


Resgatada do esquecimento pelo cineasta Pedro Almodóvar no filme “Ata-me”, a vila abandonada de Granadilla se tornou um dos destinos mais procurados da província de Cáceres, na região oeste da Espanha. Suas raízes muçulmanas lhe conferem uma paisagem única que, somada ao magne­tismo de suas muralhas e seu imponente castelo, fazem de Granadilla um dos lugares abandona­dos mais bonitos do mundo.

Kolmannskop (Namíbia)


Como uma pintura de Salvador Dalí, o interior dos edifícios abandonados de Kolmannskop, na Na­míbia, é uma mistura de elementos inimagináveis. A areia do deserto tomou as casas dessa antiga cidade colonial, que serviu de refúgio para os caçadores de diamantes há cerca de cem anos. Kol­mannskop é um daqueles lugares que dificilmente serão esquecidos, tanto em função do cenário insólito quanto por sua singularidade.

Belchite (Zaragoza, Espanha)


Em 1937, as bombas da Guerra Civil Espanhola pararam o tempo para sempre em Belchite, cidade no norte do país. A pequena localidade na província de Zaragoza foi completamente destruída e se tornou um símbolo do horror da época. Vale a pena passear pelos edifícios, contemplar monumen­tos em ruínas e refletir sobre a crueldade da guerra.

Cemitério de trens do Salar de Uyuni (Bolívia)


O Salar de Uyuni, maior deserto de sal do mundo, fica na Bolívia, país vizinho ao Brasil. E um dos seus atrativos mais inusitados é o famoso cemitério de trens. Trata-se de um amplo espaço em meio ao deserto, cheio de locomotivas enferrujadas, onde parece que o tempo parou. Os veículos circulavam pela região no início do século XX, carregando minérios como estanho, cobre e prata. A ferrovia foi desativada por volta da década de 1930, mas os veículos permaneceram. A visita ao cemitério também pode ser acompanhada de uma observação de estrelas no Salar de Uyuni.