JOSÉ CRUZ/AG.BR.

Ribeirão Preto registrou mais cinco mortes por covid-19, segundo o Boletim Epidemioló­gico da Secretaria Municipal da Saúde, superou a casa de 2.690 e pode ultrapassar a barreira de 2.700 óbitos ainda este mês. A incidência de casos fatais está desacelerando, reflexo do avan­ço da vacinação e também do lockdown imposto entre 27 de maio e 6 de junho.

Nesta quarta-feira, 28 de julho, o número de falecimen­tos em decorrência da doença chegou a 2.692, alta de 0,2% em relação às 2.687 anunciadas até terça-feira (27). Maio terminou com 385 mortes, doze por dia, segundo os dados oficiais.

Já é o segundo mês com mais óbitos da pandemia, atrás de março (400, treze por dia, o período com mais falecimen­tos). O recorde do ano passado pertence a julho (244). São 347 vítimas fatais em junho, quase doze por dia, mas apenas 165 aparecem no balanço oficial.

Já é o terceiro mês com mais óbitos da pandemia, à frente de abril (330) deste ano – o boletim aponta 286 ocor­rências oficiais. Há 30 registros oficiais em julho, mas 119 ca­sos já foram anunciados, qua­tro por dia. Janeiro soma 173. São 209 casos em fevereiro. O recorde de falecimentos anun­ciados em um único boletim pertence a 14 de junho, de 36.

Superou o de 8 de junho, de 33 óbitos. Antes era de 6 de abril, de 32 vítimas fatais. O to­tal de mortes por covid-19 em quase sete meses de 2021, de 1.648, já é 57,9% superior ao registrado em nove meses do ano passado (de março a de­zembro), de 1.044 óbitos. São 604 a mais. O recorde de fale­cimentos em 24 horas é de 3 de junho, de 26 óbitos, contra 23 de 1º de abril. Antes da segun­da onda de covid-19 era de 24 de julho de 2020, de 13.

De 26 de março de 2020, data do primeiro óbito, a 15 de janeiro deste ano, data da milési­ma morte, foram 297 dias. Para chegar a dois mil foram 122 dias. Uma das ocorrências fatais do último boletim foi registrada em 20 de julho e as outras cinco em um período de 72 horas, entre o dia 25 e a última terça-feira (27). As vítimas são cinco homens de 58, 70 (dois), 76 e 81 anos.

Três pacientes estavam em hospitais públicos, um morreu em instituição particular e um faleceu em casa. O senhor de 76 anos não sofria de problemas de saúde e não tinha comorbi­dades. As outras quatro pessoas eram portadoras de doenças graves como cardiovascular e pulmonar crônicas, asma, obe­sidade, hipertensão arterial, ne­oplasia, imunodepressão e dia­betes mellitus.

A tendência é de estabilidade na comparação semanal. Entre 14 e 20 de julho ocorreram 39 falecimentos na cidade, cerca de um a cada quatro horas e 18 mi­nutos. Nos sete dias subsequen­tes, entre 21 e 27 de julho, foram confirmados mais 19 óbitos, também um a cada oito horas e 50 minutos, recuo de 51,3% e 20 casos a menos.

Se comparação considerar o período de 14 dias, a tendência também é de queda. Entre 30 de junho e 13 de julho foram 63 mortes, um falecimento a cada cinco horas e 20 minutos. Entre 14 e 27 de julho a cidade registrou 58 óbitos, cerca de um a cada cinco horas e 48 minutos, cinco a menos e recuo de 7,9% em relação ao período anterior. São 121 no total de 28 dias.

Os meses com menos faleci­mentos são março de 2020 (dois, a pandemia começou em mea­dos do mês em Ribeirão Preto) e abril do ano passado (onze). A taxa de letalidade da pandemia caiu de 2,8% para 2,7% – che­gou a 4,9% em abril e a 5,3% em maio do ano passado. Neste ano, até agora, a taxa era de 2% em ja­neiro, 4,1% em fevereiro e 4,1% em março.

Era de 3,6% em abril, chegou a 3,4% em maio, fechou junho em 1,6% e já está em 0,6% em julho. A média neste ano subiu agora de 2,5% para 2,7% em março, em abril passou de 2,8% para 2,9%, subiu para 3% em maio, caiu para 2,9% e agora está em 2,8%, ainda acima dos índi­ces regional (2,6%) e mundial (2,1%), igual ao nacional (2,8%) e abaixo do estadual (3,4%).

Por sexo, as vítimas da covid-19 são 1.501 homens (55,8%) e 1.191 mulheres (44,2%). A mais jovem em toda a pandemia é o bebê de um mês que morreu em 22 de junho. A segunda é um menino de seis meses que faleceu em 12 de ju­nho. Uma menina de três anos que morreu em 1º de junho des­te ano é a segunda.

A mais idosa é uma senhora de 102 anos que faleceu no dia 2 de fevereiro de 2021. O municí­pio de Ribeirão Preto superou a marca de 99,9 mil pacientes in­fectados pelo Sars-CoV-2 – são 99.979. O Boletim Epidemio­lógico do Departamento de Vi­gilância em Saúde contabiliza a data do início dos sintomas e do diagnóstico da doença.