Nogueira participa de reunião com Pazuello

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TOMAZ SILVA/AG.BR.

Integrante da Frente Nacio­nal de Prefeitos (FNP) e repre­sentando a Região Sudeste do país, Duarte Nogueira (PSDB) participa nesta quinta-feira, 18 de fevereiro, de reunião virtual com o ministro da Saúde, Edu­ardo Pazuello. No encontro será discutida a estratégia de imunização contra a covid-19 nos municípios brasileiros.

A reunião acontecerá por videoconferência, a partir das nove horas. Na terça-feira (16), a Frente Nacional de Prefeitos publicou em seu site um co­municado criticando o presi­dente Jair Bolsonaro por causa da falta de vacinas para a imu­nização da população contra o coronavírus.
Os prefeitos afirmam que o governo federal tem cometido “sucessivos equívocos” na co­ordenação do enfrentamento da covid-19 e no Plano Nacio­nal de Imunização (PNI). “Que o Brasil não soube lidar com a pandemia, não restam dúvi­das”, pontua o comunicado.

No documento, a entidade cobra um cronograma de pra­zos e metas estipuladas para a vacinação de cada grupo, por faixa etária, doenças crônicas e categorias profissionais. Além disso, os políticos pedem no­vas reuniões com o ministro Eduardo Pazuello, já que o úl­timo encontro, que deveria ter sido realizado no mês de janei­ro, não aconteceu.

Nesta quarta-feira (17), Pazuello apresentou um cro­nograma em que prevê a dis­tribuição de cerca de 230,7 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 até julho. O anúncio foi feito durante reu­nião virtual com governado­res, informa a pasta.

Na programação apresen­tada, o ministro incluiu as ne­gociações com os laboratórios União Química/Gamaleya e Precisa/Bharat Biotech, que podem garantir ao Brasil a chegada da vacina russa Sput­nik V e da indiana Covaxin, respectivamente.

A previsão, de acordo com a pasta, é que o contrato com os dois laboratórios seja assi­nado ainda nesta semana. Os dois imunizantes ainda não possuem pedido de uso emer­gencial aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitá­ria (Anvisa).

As próximas entregas aos estados acontecem ainda em fevereiro: serão dois milhões de doses da AstraZeneca/Fio­cruz, importadas da Índia, e 9,3 milhões da Sinovac/Butan­tan, produzidas no Brasil. Em março, a pasta também aguar­da a chegada de 18 milhões de doses da vacina do Butantan e mais 16,9 milhões da vacina da AstraZeneca.

A partir do segundo se­mestre, com a incorporação da tecnologia da produção da ma­téria-prima (IFA), a Fiocruz deverá entregar mais 110 mi­lhões de doses, com produção 100% nacional. Até setembro, serão entregues mais de 22,3 milhões de doses da Corona­vac, totalizando os 100 milhões contratados pelo Ministério da Saúde. Com a incorporação da tecnologia da produção do IFA, a União Química deverá produzir, no Brasil, oito mi­lhões de doses por mês.