O diálogo como melhor conselheiro

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Grande parte da minha vida política exerci como membro dos parlamentos estadual e federal. E nas casas legislativas é onde mais se exerce o diálogo. Por comportar diferentes opiniões, sobre os mais variados assuntos, o Legislativo é um local que praticamente exige a conversa em todas as ativi­dades. Falar, aliás, é uma das atividades do parlamentar, que leva sua palavra a seus pares e a eles dá a inteira noção dos seus pensamentos, das ideias que defende, e do que pretende fazer para quem ele representa. E é no exercício constante do diálogo que consegue avançar suas propostas, porque precisa convencer aos demais que seus projetos, por seus bons funda­mentos, irão melhorar a vida das pessoas.

Como aprendi no parlamento, em funções executivas, quando fui secretário de Estado e agora como prefeito, busco utilizar a experiência adquirida para exercer o diálogo constante como forma de entender e explicar, atender e reivindicar, convencer e ser convencido. Porque governar é decidir. É buscar o melhor caminho, a solução que beneficia o maior número de pessoas. E um bom governante só tem a chance de acertar o maior número de vezes quanto mais ele conhecer os problemas que a sociedade têm, os anseios que as pessoas carregam com elas. É preciso saber para decidir melhor, para ampliar a assertividade.

Durante esta gestão tenho me auxiliado com uma equipe competente, capacitada e sempre disposta a aprender mais. E assim também adepta do bom diálogo, da conversa, da troca constante de informações sobre os desafios que surgem todos os dias na administração de uma grande e dinâmica cidade. Porque as mudanças ocorrem todos os dias, novas demandas surgem e trazem sempre com elas uma parcela de desconhe­cimento. É na conversa cotidiana que encontramos as respos­tas para nossas dúvidas e aumentamos o nosso percentual de acerto nas medidas adotadas.

No caso da pandemia de coronavírus, essa necessidade de informações se ampliou de forma significativa. A doença des­conhecida desafia a sociedade todos os dias com suas muitas dúvidas colocadas diante de todos. As inúmeras perguntas só podem ser respondidas com a troca de conhecimentos pelos que atuam no combate à transmissão da doença e/ou à sua busca de cura. E mesmo no tempo reduzido da luta diária, estes profissionais conversam entre si e com outros profissio­nais para entender e explicar mais sobre os obstáculos que se apresentam a cada dia e as respostas encontradas.

Desde o início da pandemia enfatizei que a prioridade da nos­sa administração era a de preservar vidas. E temos buscado isso todos os dias, com diálogo aberto e transparente, para entender as necessidades de todos os setores. Em nenhum momento deixa­mos de dialogar, principalmente em um período difícil, onde o trabalho compartilhado é decisivo nos acertos. Ao mesmo tempo que busquei o diálogo, não me furtei nunca de decidir. Para não transferir responsabilidades que cabem a mim. Ao ouvir as pessoas, reúno as informações necessárias para bem decidir. Para escolher de forma serena o melhor rumo a seguir. Com o objetivo maior de preservar vidas, acima de qualquer outro.

É compreensível que existam pressões em momentos de crise. Há setores que estão pressionados pela inatividade que nos impôs a pandemia e pelos riscos que a transmissão e o contágio representam. Os dias são terrivelmente difíceis para a economia, mas a vida, com prioridade máxima, requer atenção firme. Uma vida perdida não se recupera, nem com o maior sa­crifício que se possa fazer. A recuperação econômica vai exigir força e trabalho, porém com excelentes chances de êxito.

Estamos prestes a avançar no Plano São Paulo. E vamos avançar com segurança, para juntos vencermos essa crise em todas as suas formas.

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