O povo brasileiro já foi chamado de “maricas” pelo nosso presidente cloroquinico. Agora precisa buscar o sinônimo do verbo “ca…”, na política inovadora, para saber corretamente o que está acontecendo no país. O porquê desse estado de insegurança, desde antes da pandemia, vítima diária do espalha-brasas.

“”Eu ‘ca…’ para a CPI” é o grito da libertação intestinal. Só que não era somente para a CPI o destino desse material saído da boca. O destino era sobre e para todas as instituições. Essa libertação intestinal, desde vez explicita, está cercada pela vergonha da propina, frustrada e descoberta, que adiou a compra das vacinas contra o coranavirus, sendo agravada pelos áudios da ex-cunhada, que explicam a fonte da riqueza familiar, como fruto da prática, ilícita e continuada da “rachadinha”, essa que se apodera, vorazmente, da maior parte da remuneração de um assessor parlamentar, destinando-a ao titular da representação popular.

No caso, o assessor ganhava sete mil e deveria ficar só com mil, entregando a maior parte ao destino miliciano das construções clandestinas de prédios, no Rio de Janeiro, ou a aquisições de imóveis, pagas com moeda corrente, com dinheiro vivo. Quanto às construções algumas já desabaram, matando gente. A adoção familiar dessa ilicitude oferece à ciência, hoje mais do que nunca valorizada, um precedente de pesquisa, mediante a emergência da interrogação animada de curiosidade, para saber se essa prática familiar está ligada ao DNA, ou dependente de enérgica e impositiva educação.

O fato é que “ca…” na expressão presidencial é o mesmo que defecar, ou seja, esva­ziar o intestino grosso com tudo que possa reter de fezes, que nos animais irracionais tem o nome de estrume.

Fezes e estrumes são definições que se igualam.

O verbo “ca…” foi declinado de maneira grandiloquente, tanto que o mundo ouviu e gargalhou, como gargalhado ele tem com as liberações intestinais das quais somos vítimas. Mas, desta vez esse verbo foi declinado com maior e inusitado ar de desprezo, com força de esvaziamento total, como se quisesse dizer que a atuação dele e de seus filhos é irrevogável e irretratável. Seguramente, a conjugação desse verbo na primeira pessoa do presente reafirma a posição pedagógica do pai de família, que foi e é, orientador da educação política rendosa, criadora das condições objetivas, para que sua família um dia seja tratada como “a família-tradicional”, apesar desse discurso político exalar aquele fedor, jamais conhecido na história do país.

Realmente, anuncia a verdade verdadeira da nova política, e o que está sendo realizado e anunciado objetivamente sobre a cabeça do povo brasileiro.

O esvaziamento intestinal, no caso, expelido bravamente contra a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), e que de sobra atingiu um ministro do Supremo Tribunal Federal, com adjetivo projetado como demérito próprio do declarante, acon­teceu com descarga de um bum máximo. Afinal, inclusive e alguns companheiros,que compraram cloroquina da fonte dos borbotões, queriam propina de 200 milhões, na compra das vacinas, e cujo adiamento causou a morte de mais de meio milhão de brasileiros, milhões deles teriam sido protegidos, se houvesse a compra a tempo e a hora. Duzentos milhões numa só tacada! Põe ousadia nisso.

Nessa história da propina milionária, para disfarce quem sabe, acionou-se um fardado de Minas Gerais, um cabo da ativa despreocupado com o horário de trabalho, impune, protegido que é, para um assalto engravatado do erário. Tão bem organizado o tal time do assalto que não faltou nem um pastor religioso, cuja função seguramente era a de exigir arrependimento imediato. Mas, no horário certo, ou seja, logo após o bolso de cada um ficar cheio, nas contas bancárias do paraíso. A remuneração pela blindagem em nome do divino seria um mero ato de consciência dos beneficiários, verdadeiros roedores da digna publicidade e do preço justo da compra antecipada e rápida.

Mas, se o hábito faz o monge, a prática continuada de um verbo do mau cheiro pode ter efeito de bomba de estilhaços. Ela explode, milagrosamente, na cabeça de quem o pratica. Como se a misericórdia divida não admitisse servir de marionete, muito menos, e até, no cálculo doloso do crime contra a população do imenso país.
O triste e melancólico é a continência respeitosa e solidária do Ministro da Defesa e do comandante da Marinha, infelizmente como ameaça do bicho-papão. A esperan­ça ainda está no passado, que se espera projetar no presente e no futuro, estampando a dignidade militar do general Góes Monteiro, do general Júlio Caetano Horta Barbosa, do general Newton Estilac Leal, do marechal Henrique Teixeira Lott, e tantos outros militares, que empunharam a bandeira do nacionalismo e da defesa da soberania e das riquezas naturais do país, e que foram radicais na defesa da Constituição.

O uso inadequado da expressão “Forças Armadas”, em manifestos ou em notas furiosas, contra Instituições e pessoas, como tutoria do povo e da nação, na verdade, quer impor o necessário e obrigatório silêncio, infundir medo e terror, não supor­tando a menor indignação à vassalagem e à indigna submissão do país à interesses estratégicos de potência estrangeira, muito menos ao desmonte do Estado de bem-es­tar instituído na Constituição de 1988. Essa conduta é a ponta cultural da expressão autoritária, que está na raiz do Brasil-colônia: “você sabe com quem está falando?”, e incentiva inadvertidamemte, como intenção maligna, o complexo do vira-lata, que a professora de filosofia da Universidade de Paris 2 (Programme Pause), a brasileira Marcia Tiburi equipara a um jogo de vôlei “no qual times adversários jogam em lados opostos de um muro de silêncio e a bola permanece apenas de um lado, com o apoio do juiz, deixando o outro lado estupefato e sem saída”(in Complexo do Vira-lata – Análise da Humilhação Brasileira, Civilização Brasileira, 2021).

É o Brasil que só espera que cada um cumpra com seu dever!