Jornal Tribuna Ribeirão

Óbitos no trânsito disparam em agosto

ALFREDO RISK/ARQUIVO

O ano começou com duas mortes no trânsito de Ribeirão Preto, em janeiro, disparou para nove em fevereiro, recuou para cinco em março, permaneceu em cinco em abril, subiu para sete em maio, voltou para cin­co em junho, avançou para oito em julho e disparou para doze em agosto, segundo informa­ções divulgadas pelo Movi­mento Paulista de Segurança no Trânsito (Infosiga-SP).

Os dados, divulgados no início da Semana Nacional do Trânsito, indicam alta de 300% em relação aos três casos do oi­tavo mês de 2020, nove a mais, e de 50% em relação a julho deste ano, quando foram re­gistradas oito mortes, quatro a mais. Em oito meses, a tendên­cia é de estabilidade com viés de alta. Subiu 1,92%.

De janeiro a agosto deste ano ocorreram 53 óbitos em Ri­beirão Preto, um a mais que os 52 do mesmo período de 2020. Lembrando que em janeiro e fevereiro do exercício anterior Ribeirão Preto ainda não estava sob os efeitos das medidas res­tritivas impostas pela pandemia de coronavírus – as regras mais rígidas da quarentena começa­ram a valer no final de março.

Entre 1º de janeiro e 31 de agosto deste ano, 34 motoci­clistas morreram na cidade (64,15%), além de sete pedes­tres (13,20%) e quatro ciclistas (7,55%). Quatro pessoas esta­vam de carro (7,55%) e uma de caminhão (1,89%). Não há informação sobre três casos (5,66%). Trinta e uma vítimas morreram nos locais do aciden­te (58,49%). Dezenove chega­ram a ser socorridas, mas não resistiram (35,85%). Três ocor­rências não têm identificação de local (5,66%).

As vítimas são 39 homens (73,58%) e 14 mulheres (26,42%) com idades entre zero e 74 anos. Trinta e três casos ocorreram em vias municipais (62,26%), 16 em rodovias dentro do perímetro ur­bano (30,19%) e os locais de qua­tro óbitos não foram disponibili­zados (7,55%). Durante o período mais crítico da pandemia, entre abril do ano passado e agosto deste ano, foram registradas 97 mortes em Ribeirão Preto.

O Infosiga-SP atualizou os dados dos últimos anos e cons­tatou que o número de vítimas fatais em decorrência de aci­dentes de trânsito ficou estável em Ribeirão Preto em 2020, em comparação com 2019. Foram 71 óbitos contra 72 no períme­tro urbano da cidade – a malha viária é composta por 1,5 mil quilômetros de vias municipais e também de rodovias concedi­das pelo Estado –, um a mais em 2020 e alta de 1,4%.

No ano passado, foram dez mortes em janeiro, dez em fe­vereiro, oito em março, apenas três em abril, sete em maio, seis em junho, cinco em julho, três em agosto, seis em setembro, três em outubro, sete em novembro e quatro em dezembro. Entre abril e julho, a quarentena imposta pelos decretos de isolamento social estava mais severa, mas foi flexibilizada a partir de agosto.

A queda no período da pandemia, entre abril e dezem­bro, foi significativa, de 31,2%, segundo dados do Infosiga-SP. Na comparação entre os dois períodos de nove meses – de abril a dezembro –, a quanti­dade de vítimas fatais recuou de 59 em 2019 para 44 no ano passado, queda de 25,4% e 15 mortes a menos.

Trinta e oito motociclistas morreram entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2020, mais da metade das vítimas fatais (52,8%). Treze eram pedestres (18%), nove estavam de bicicleta (12,5%), nove de carro (12,5%) e três não foram definidas (4,2%). A média é de aproximadamente uma morte a cada cinco dias.

Menos da metade das víti­mas chegou a ser socorrida – 34 pessoas (47,22%) foram levadas para hospitais e unidades de saúde, mas não resistiram aos ferimentos – e 38 morreram no local dos acidentes (52,78%). Cinquenta e nove das vítimas eram homens (81,94%) e 13 mu­lheres (18,06%). Foram 37 óbi­tos em vias municiais (51,39%), 27 em rodovias que cortam a cidade (37,5%) e oito casos sem identificação de local (11,11%).

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