Óbitos no trânsito têm queda de 5,1%

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JF PIMENTA/ ARQUIVO

O número de vítimas fatais em decorrência de acidentes de trânsito caiu 5,1% em Ribei­rão Preto no ano passado em comparação com 2019, mas a queda no período da pande­mia, entre abril e dezembro, foi ainda mais significativa, de 32,8%, segundo dados do Mo­vimento Paulista de Segurança no Trânsito (Infosiga-SP) di­vulgados nesta semana.

Na comparação entre os dois períodos de nove meses – de abril a dezembro –, a quanti­dade de vítimas fatais recuou de 64 em 2019 para 43 no ano passado, 21 a menos. Já em doze meses foram 74 óbitos no perí­metro urbano da cidade – a ma­lha viária é composta por 1,5 mil quilômetros de vias municipais e também de rodovias concedi­das pelo Estado –, contra 78 do exercício anterior, quatro a me­nos em 2020.

No ano passado, foram dez mortes em janeiro, onze em fe­vereiro, dez em março, apenas três em abril, sete em maio, seis em junho, cinco em julho, três em agosto, seis em setembro, três em outubro, sete em novembro e três em dezembro. Entre abril e julho, a quarentena imposta pelos decretos de isolamento social estava mais severa, mas foi flexibilizada a partir de agosto.

Em dezembro, o número de acidentes com mortes caiu pela metade em relação a novembro, baixando de sete para três, que­da de 57,1%. Na comparação com dezembro do ano anterior, houve recuo de 40%, de cinco para três, dois a menos.

Em janeiro de 2019 foram cinco falecimentos, mais dois em fevereiro, sete em março, oito em abril, onze em maio, doze em junho, três em julho, sete em agosto, sete em setem­bro, oito em outubro e três no 11º mês, além de cinco no 12º.

Quarenta motociclistas mor­reram entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2020, mais da metade das vítimas fatais (54%). Treze eram pedestres (17,6%), nove estavam de bicicleta (12,2%), nove de carro (12,2%) e três não foram definidas (4%).

A média é de aproximada­mente uma morte a cada cinco dias. Menos da metade das víti­mas chegou a ser socorrida – 36 pessoas (48,65%) foram levadas para hospitais e unidades de saúde, mas não resistiram aos ferimentos – e 38 morreram no local dos acidentes (51,35%).

Sessenta e uma das vítimas eram homens (82,43%) e 13, mulheres (17,57%). A maio­ria era de jovens entre 18 e 29 anos (19) ou adultos com ida­des entre 45 e 54 anos (15). Mais onze estavam nas faixas entre 55 e 64 anos, doze entre 35 e 44 anos e seis de 75 e a 80 anos ou mais. Seis tinham entre 30 e 34, mais três entre 65 e 74 anos e uma tinha 17 anos ou menos. Não consta in­formação sobre um óbito.

As mortes ocorreram em colisões (34 casos), choques (nove), outros tipos de acidentes (13) e atropelamentos (13), além de cinco casos com informação não disponível. Foram 39 óbitos em vias municiais (52,7%), 27 em rodovias que cortam a ci­dade (36,49%) e oito casos sem identificação de local (10,81%).

O número de vítimas fatais em decorrência de acidentes de trânsito recuou 15,2% em Ri­beirão Preto em 2019, na com­paração com 2018, segundo o Infosiga-SP. Foram 78 óbitos no perímetro urbano da cidade em 2019, com média de seis mortes por mês, uma a cada cinco dias.

No período anterior, ocor­reram 92 mortes, 14 a menos, com média mensal de quase oito casos, perto de uma vítima fatal a cada quatro dias. Segundo o Infosiga-SP, em 2019 a maioria das vítimas de 2019 era de mo­tociclistas: 40 morreram nas vias da cidade, ou 51,3% do total. Dezoito pedestres – ou 23,07% – também faleceram no períme­tro urbano de Ribeirão Preto.

Catorze estavam de car­ro, caminhão, ônibus ou outro meio de transporte não defini­do (17,95%), três eram ciclistas (3,84%) e três não foram identifi­cados (3,84%). Sessenta e quatro eram homens – ou 82,5% – e 14, mulheres (ou 17,95%). Foram 27 colisões (34,61%), 21 atrope­lamentos (26,92%), 15 acidentes de outros tipos (19,24%), onze choques (14,1%) e quatro não disponíveis (5,13%).

Acidentes sem mortes também recuam 14,6%
O número de acidentes sem vítimas fatais em Ribeirão Preto recuou 14,6% no ano passado, em comparação com o total de 2019. Baixou de 3.985 para 3.402, ou seja, 583 ocorrências a menos. A média diá­ria baixou de onze para nove. Em 2020, a cidade registrou um caso a cada duas horas e 40 minutos. Os dados fazem parte da nova plata­forma Movimento Paulista de Segurança no Trânsito (Infosiga-SP).

Durante a pandemia de coronavírus, entre abril e dezembro, a queda foi de 17,9%. Foram 3.103 acidentes entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2019 contra 2.547 em 365 dias do ano passado, 556 a menos. O pico em 2020 ocorreu em fevereiro, com 327 casos, e abril foi o período com menor incidência, com 196 sinistros – os números são atualizados mensalmente.

Em 2020, a cidade registrou 270 ocorrências em janeiro, mais 327 em fevereiro (maior volume), 258 em março, 196 em abril, 240 em maio, 293 em junho, 297 em julho, 325 em agosto, 290 em setem­bro, 315 em outubro, 286 em novembro e 305 em dezembro. No mês passado, houve alta de 6,6% na em relação ao mês anterior, 19 casos a mais.

Na comparação com os 329 de dezembro mesmo período de 2019, a queda é de 7,3% ou 24 ocorrências a menos. Neste ano, 3.073 aci­dentes sem vítimas fatais ocorreram em vias municipais (90,35%) e 319 em rodovias e vicinais dentro do perímetro urbano (9,37%) – as informações de dez casos não foram divulgadas (0,28%).

Segundo estudo feito pela Organização das Nações Unidas (ONU), todos os anos, o Brasil desperdiça 3% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 220 bilhões, para pagar os custos decorrentes dos acidentes de trânsito. Com esse valor, o governo poderia construir 730 hospitais com mais de 225 leitos, ou ainda aumentar em 50% os investimentos nacionais em Educação. O prejuízo chega a R$ 600 mil por dia.