Ocupação de leitos de UTI fica em 91,8%

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ASSESSORIA DE IMPRENSA DO HC

A ocupação de leitos de tera­pia intensiva em Ribeirão Preto estava em 91,8% às 18 horas des­ta terça-feira, 6 de abril, mesmo com a abertura de novas vagas. Segundo a plataforma leitosco­vid.org, havia pacientes inter­nados em 279 das 304 disponi­bilizadas pelos onze hospitais da cidade e os dois Polos Covid-19. Na enfermaria, a taxa era de 78,9% no mesmo horário, com 322 dos 408 leitos ocupados.

No total, a cidade tinha 601 pacientes internados na noite de ontem. Apesar da abertura de novas vagas, o sistema trabalha no limite. O número de leitos é variável, muda a cada dia de acordo com a necessidade. So­mando todos os hospitais pú­blicos da cidade, a taxa de ocu­pação de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) era de 96,6% às seis da tarde, com pacientes em 142 dos 147 leitos disponíveis.

Na enfermaria, a taxa era de 91,2% (177 pessoas e 194 vagas). No dia 1º de abril, o secretario municipal da Saú­de, Sandro Scarpelini, afirmou que a cidade não tem con­dições de abrir novos leitos de UTI para o tratamento de pacientes graves da covid-19. Porém, a quantidade de vagas abertas nos hospitais particu­lares aumentou nesta semana.

Apesar de ter registrado um alívio neste início de mês, o sis­tema de saúde para tratamen­to da covid-19 está à beira de um colapso em Ribeirão Preto, com mais de 90% de ocupação dos leitos de UTI. Segundo Scarpelini, além da falta de no­vos respiradores não há profis­sionais habilitados disponíveis para trabalhar, mesmo que se novos equipamentos chegas­sem à cidade.

Scarpelini também afirma que o estoque de medicamentos disponível do município, que são utilizados no tratamento e na intubação, está limitado aos pacientes que estão internados. Ribeirão Preto tinha 19,53 de taxa de ocupação de leitos de UTI para cada 100 mil habitan­tes no dia 1º e no dia 2 disparou para 25,15. No dia 16 de março (16) chegou a 45,52 e em 26 de março estava em 62,09.

Hospital das Clínicas
As unidades Campus e de Emergência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Me­dicina de Ribeirão Preto, liga­da à Universidade de São Paulo (HCFMR/USP), abriram mais dez leitos de terapia intensiva e 54 de enfermaria, segundo comunicado divulgados nesta terça-feira, 6 de abril.

As vagas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) salta­ram para 82 e na enfermaria subirão para 56, apesar de a plataforma leitoscovid.org não ter contabilizado os novos lei­tos até as 18 horas de ontem. Na UTI, os dois hospitais es­tavam com 94,4% dos leitos de terapia intensiva ocupados às 18 horas desta terça-feira.

Segundo a plataforma, as duas unidades do HC já tiveram 89 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e ainda estavam com 72, sendo que 68 estavam ocupados. Na enfermaria, que tem 32 vagas, ontem estava com 100% de ocupação.

Segundo o hospital, a am­pliação foi possível após uma re­engenharia na infraestrutura de leitos, equipamentos e pessoal, diante da piora da epidemia na cidade e da sobrecarga nas redes pública e privada da cidade. Na Beneficência Portuguesa a taxa era de 97,7% na UTI (29 dos 30 leitos ocupados).

Na enfermaria estava em 60,5% (43 vagas e 26 pacien­tes). A UTI da Santa Casa estava com 95,4% de ocupação, com 21 das 22 vagas preenchidas. A enfermaria estava com 100% (16 vagas ocupadas). O Hospi­tal Santa Lydia aumentou sua capacidade de assistência ins­talando mais quatro leitos de Unidade de Terapia Intensiva.

Com a ampliação, passa a ter 39 leitos de UTI e 15 de enfer­maria destinados a assistência e cuidados dos pacientes. Ontem, a ocupação era 94,9% na UTI (37 das 39 vagas ocupadas) e de 73,3% na enfermaria (onze leitos ocupados de um total de 15).