O Outubro Rosa é o mês dedicado a conscientização do câncer de mama. Além de falar sobre tratamento e formas de prevenção, diversos institutos da área contabilizam os dados mais recentes em relação à doença. De acordo com levantamento realizado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil soma­rá aproximadamente 60 mil no­vos casos de câncer de mama em 2019. O número corresponde a 28% de todos os diagnósticos da doença registrados no País. Este tumor é o mais incidente entre as mulheres depois do câncer de pele-não melanoma.

“Cerca de 10% dos casos de câncer de mama estão associa­dos a fatores genéticos heredi­tários, ou seja, transmitidos de pais para filhos. Nessas situa­ções, o controle preventivo deve ser iniciado antes mesmo dos 40 anos por conta do risco au­mentado”, afirma o oncologista Bruno Ferrari, presidente do Conselho de Administração do Grupo Oncoclínicas. Um dos principais mecanismos de con­trole e identificação do câncer de mama, para além do autoe­xame, é a mamografia. Segundo o Inca, todas as mulheres com mais de 40 anos devem fazer a checagem.

A Pesquisa Nacional de Saú­de 2013 (PNS), a mais recente disponível no Brasil, aponta que 3,8 milhões de mulheres de 50 a 69 anos nunca realizaram ma­mografia, o que corresponde a 18,4% da população femini­na nessa faixa etária. O maior índice entre as regiões fica no Norte (37,8%) contra 11,9% do Sudeste, que tem a menor taxa. “O primeiro e principal passo para combatermos a doença é o conhecimento. Temos que maximizar a exposição das in­formações para que cada vez mais mulheres e população em geral estejam conscientes da necessidade de realização da mamografia”, alerta o oncolo­gista Bruno Ferrari.

Um levantamento da So­ciedade Brasileira de Masto­logia revela que uma em cada 12 mulheres terá um tumor nas mamas até os 90 anos de idade, ou 8,33%. As chances de cura em caso de diagnóstico precoce chegam a 95%. O on­cologista Bruno Ferrari alerta que mulheres com histórico de câncer na família, ou seja, cujas mães, avós ou irmãs tiveram câncer de mama, devem ini­ciar o rastreio por mamografia mais cedo, aos 35 anos.

Campanha
O Instituto Oncoclínicas e a Sociedade Brasileira de Masto­logia lançam uma campanha de conscientização protagonizada pela modelo e atriz Luiza Bru­net. mamografia todos os anos a partir da idade recomendada.

“Pare! Você não precisa ser a profissional do ano, nem a mais culta, a mais viajada. Mas, como toda mulher, o que você precisa fazer é a mamografia. O câncer de mama é o segundo tipo mais comum entre nós. Depois dos 40, procure um especialista e faça mamografia todos os anos”, alerta a atriz na peça.

Comentários