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O tênis em cadeira de rodas brasileiro tem cinco atletas classificados à Paralimpíada de Tóquio (Japão). O posicionamento no ranking da Federação Internacional de Tênis (ITF, sigla em inglês) na terça-feira (8) credenciou Ymanitu Silva, Daniel Rodrigues, Gustavo Carneiro, Rafael Medeiros e Meirycoll Duval a representarem o país nos Jogos.

Presente na Paralimpíada Rio 2016, Ymanitu se classificou com o décimo lugar da classe quad (atletas com deficiência nos membros inferiores e superiores). Os 12 mais bem colocados na categoria se garantiram em Tóquio.

Daniel se qualificou graças à 11ª posição no ranking mundial da classe open (atletas com deficiência nos membros inferiores) masculina. Será a segunda participação paralímpica dele, após a estreia na Rio 2016.

Entre os homens, a classe open classificaria os 40 tenistas melhores ranqueados para os Jogos. No entanto, há limite de quatro jogadores por país e eles precisam ter sido convocados para representar as respectivas seleções em etapas da Copa do Mundo da modalidade em ao menos dois anos do ciclo, iniciado em 2017. Com isso, atletas situados abaixo da linha de corte foram beneficiados com as vagas restantes. Casos de Gustavo (41º lugar), estreante em Paralimpíada, e Rafael (46º), que disputará o evento pela terceira vez.

Meirycoll Duval - tenista - cadeira de rodas - classificada para Tóquio 2020 - Paralimpíada - foto tirada nos Jogos Parapanamericanos Lima 2019
A brasileira Meirycoll Duval fará sua estreia em Paralimpíada na edição de Tóquio. Ela será a única tenista mulher a representar o país nos Jogos do Japão – Saulo Cruz/EXEMPLUS/CPB

Já na open feminina, onde as 22 melhores atletas se garantiam em Tóquio pelo ranking, Meirycoll se credenciou pelo mesmo critério. A brasileira ocupa o 28º lugar na lista da ITF e competirá pela primeira vez nos Jogos.

As disputas do tênis em cadeira de rodas na Paralimpíada começam em 27 de agosto e seguem até 4 de setembro. O Brasil busca uma medalha inédita na modalidade, que é disputada oficialmente desde os Jogos de Barcelona (Espanha), em 1992. Quatro anos antes, em Seul (Coreia do Sul), o esporte foi praticado como demonstração.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues