ALFREDO RISK

Desde esta sexta-feira, 14 de maio, bancos e demais institui­ções financeiras que aderiram ao Pix, serviço de pagamento instantâneo do Banco Central (BC), passaram a oferecer o Pix Cobrança. Semelhante ao boleto bancário, esse serviço permite o pagamento imediato a em­presas e prestadores de serviços por meio do código QR (versão avançada do código de barras).

Assim como no boleto ban­cário, o Pix Cobrança permi­tirá a inclusão de juros, multas e descontos. Bastará o cliente abrir o aplicativo da instituição financeira, fotografar o código QR com a câmera do celular e fazer o pagamento pelo Pix com a data atual, com encargos e aba­timentos calculados.

Por enquanto, o serviço não permitirá agendar vencimentos futuros. Alegando necessidade de tempo para as instituições financeiras se adaptarem, o BC adiou o agendamento para datas futuras. Essa funcionalidade só entrará em vigor em 1º de julho. Neste domingo (16), o Pix com­pletará seis meses de operação.

Até o fim de abril, segundo os dados mais recentes do Ban­co Central, o sistema tinha mo­vimentado R$ 951 trilhões em um trilhão de transações. Até o mês passado, o sistema de pa­gamentos instantâneo tinha 82 milhões de pessoas físicas e 5,4 milhões de pessoas jurídicas cadastradas. Entre as pessoas físicas, 73% dos cadastrados usaram o Pix pelo menos uma vez. Entre as pessoas jurídicas, a adesão chegou a 85%.