© Marcello Casal/Agência Brasil

Segundo levantamento se­manal da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustí­veis (ANP), realizado entre 12 e 18 setembro, o botijão de 13 quilos do gás de cozinha (GLP- 13) vendido em Ribeirão Preto custa, em média, R$ 100,48 (mínimo de R$ 92,99 e máxi­mo de R$ 109,99).

Além de ser o maior valor desde o início da série histó­rica, também é a primeira vez que o valor do Gás Liquefeito de Petróleo supera três dígi­tos. Há locais na cidade onde o produto já custa R$ 115 com a taxa de entrega. Em outros sai por R$ 105 para compra na porta de casa. E ainda há a pos­sibilidade de ocorrerem novos aumentos este ano.

O valor atual do gás de co­zinha é R$ 0,91 superior aos R$ 99,57 cobrados até dia 11 de setembro (piso de R$ 89 e teto de R$ 110), alta de 0,9%. As 24 distribuidoras de gás da cidade vendem, em média, 3.300 unidades por dia para os comerciantes.

Porém, o gás de Ribeirão Preto está 7,3% abaixo dos R$ 108,45 cobrados em Caçapava (mínimo de R$ 103,99 e máxi­mo de R$ 119,99), o produto mais caro do estado. São R$ 7,97 de diferença. Em compa­ração com o de Olímpia – R$ 86,20 (piso de R$ 84 e teto de R$ 95), o mais barato das cida­des paulistas –, o ribeirão-pre­tano custa R$ 14,28 a mais, va­riação de 16,6%.

O gás de cozinha ficou mais 7% caro para os consu­midores em 1º de setembro, devido a um ajuste feito pelas distribuidoras do produto. O aumento das distribuidoras teve como justificativa o dis­sídio da categoria e inflação. O preço do combustível já acumula 38% de alta no ano nas refinarias da Petrobras.

O reajuste médio por bo­tijão foi de R$ 5,80, sendo que mais R$ 0,30 foi adicio­nado em alguns estados pelo reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em agosto. O último aumento anuncia­do pela Petrobras ocorreu no início de julho, de 6%, cerca de R$ 3,60 por quilo.

Hoje, o botijão de GLP- 13 sai das refinarias por R$ 46,85, em média.

Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aqui­sição e mistura obrigatória de biocombustíveis pelas distri­buidoras, no caso da gasolina e do diesel. Também considera os custos e margens das com­panhias distribuidoras e dos revendedores de combustíveis.

A estatal destaca ainda que 43% do preço ao consumidor final correspondem atualmen­te à parcela da Petrobras e os demais 57% traduzem as par­celas adicionadas ao longo da cadeia até clientes finais como tributos e margens brutas de distribuição e revenda. Ainda de acordo com dados da ANP, o preço médio do botijão de GLP de 13 quilos no mesmo perío­do era de R$ 93,65 no Brasil.

Condomínios
Desde 1º de agosto, os preços de venda de gás na­tural para as distribuidoras em R$/m³ estão 7% mais caros. Segundo a Petrobras, o aumento ocorreu devido às fórmulas negociadas nos contratos de fornecimento, que vinculam o preço à co­tação do petróleo e à taxa de câmbio. Em Ribeirão Preto, 90% do condomínios usam o combustível para abastecer das unidades habitacionais.