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Os economistas do mer­cado financeiro alteraram a previsão para o Índice Nacio­nal de Preços ao Consumidor Amplo – o indexador oficial de preços – em 2021. O Re­latório de Mercado Focus di­vulgado nesta segunda-feira, 14 de junho, pelo Banco Cen­tral, mostra que a mediana para o IPCA este ano foi de alta de 5,44% para 5,82%. Há um mês, estava em 5,15%.

A projeção para o índi­ce em 2022 foi de 3,70% para 3,78%. Quatro semanas atrás, era de 3,64%. O relatório Fo­cus traz ainda a projeção para o IPCA em 2023, que segue em 3,25%. No caso de 2024, a expectativa permanece em 3,25%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,25% para ambos os casos.

A projeção dos economis­tas para a inflação já está bem acima do teto da meta de 2021, de 5,25%. O centro da meta para o ano é de 3,75%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâmetro para 2023 é de inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%).

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, fixada atualmente em 3,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para o mercado financeiro, a expec­tativa é de uma alta de 0,75% na reunião marcada para esta terça (15) e quarta-feira (16), subindo a 4,25%.

A expectativa é que a Se­lic termine 2021 em 6,25% ao ano. Há uma semana era de 5,75%. Há um mês, o número estava em 5,50%. No caso de 2022, a projeção do BC perma­nece em 6,50% ao ano, igual a um mês antes. Para 2023, se­gue em 6,50%, igual a quatro semanas atrás. Para 2024, continua em 6,50%, o mes­mo patamar de um mês atrás.

A previsão para o cresci­mento do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de to­dos os bens e serviços pro­duzidos no país – subiu de 4,36% para 4,85%. Há quatro semanas, a estimativa era de 3,45%. Para 2022, o mercado financeiro alterou a previsão do PIB de alta de 2,31% para 2,20% Quatro semanas atrás, estava em 2,38%.

No Focus divulgado nes­ta segunda-feira, a projeção para a produção industrial de 2021 passou de alta de 6,10% para 6,11%. Há um mês, esta­va em elevação de 5,50%. No caso de 2022, a estimativa de crescimento da produção in­dustrial saltou de 2,40% para 2,50%, ante 2,25% de quatro semanas antes. A mediana das expectativas para o câm­bio no fim do período passou de R$ 5,30 para R$ 5,18, ante R$ 5,30 de um mês atrás. Para 2022, a projeção para o câm­bio baixou de R$ 5,30 para R$ 5,20, ante R$ 5,35 de quatro pesquisas atrás.