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A projeção do mercado financeiro para a inflação em 2021 se distanciou ainda mais do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC). Os economistas do mercado financeiro alteraram a previ­são para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Am­plo – o indexador oficial de preços – em 2021.

O Relatório de Merca­do Focus divulgado nesta segunda-feira, 19 de julho, pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA se distanciou ainda mais do teto da meta para este ano e foi de alta de para 6,11% para 6,31%. Foi a 15ª elevação consecutiva. Há um mês, a previsão estava em 5,90%.

A projeção dos economis­tas para a inflação já está bem acima do teto da meta de 2021, de 5,25%. O centro da meta para este ano é de 3,75%, sen­do que a margem de tolerân­cia é de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A projeção para o ín­dice em 2022 segue em 3,75%, também acima da meta para o período. Quatro semanas atrás, estava em 3,78%.

O relatório Focus trou­xe ainda a projeção para o IPCA em 2023, que segue em 3,25%. No caso de 2024, a expectativa recuou de 3,16% para 3,06%. Há quatro sema­nas, essas projeções eram de 3,25% para ambos os casos. A meta de 2022 é de 3,50% e a de 2024 de 3%, com mar­gem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâme­tro para 2023 é de inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%).

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, fixada atualmente em 3,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). O Rela­tório de Mercado Focus indica que a mediana das previsões para este ano subiu de 6,63% para 6,75% ao ano. Há um mês, estava em 6,50%.

Em junho, diante da pres­são causada pela elevação de preços na economia, o Copom aumentou, pela terceira vez consecutiva, a Selic, que foi de 3,50% para 4,25% ao ano. No caso de 2022, a projeção do Focus continua em 7% ao ano, ante 6,50% de um mês antes. Para 2023, segue em 6,50%, igual a quatro sema­nas atrás. Para 2024, continua em 6,50%, também no mes­mo patamar de um mês atrás.

A previsão para o cresci­mento do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – subiu de 5,26% para 5,27%. Há quatro semanas, a estimativa era de 5%. Para 2022, o mercado financeiro al­terou a projeção do PIB de ex­pansão de 2,09% para 2,10%.

Quatro semanas atrás, esta­va em 2,20%. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 2,5%. No Focus divulgado nesta semana, a projeção para a produção in­dustrial de 2021 foi de alta de 6,29% para 6,36%. Há um mês, estava em elevação de 6,20%.

No caso de 2022, a estima­tiva de crescimento da produ­ção industrial segue em 2,20%, ante 2,43% de quatro semanas antes. A mediana das expecta­tivas para o câmbio no fim do período segue em R$ 5,05 – era de R$ 5,10 um mês atrás. Para 2022, a projeção para o câmbio segue em R$ 5,20, mesmo va­lor de quatro pesquisas atrás.