JOSÉ PAULO LACERDA/CNI

Em março, a produção industrial caiu em nove dos 15 locais analisados pelo Ins­tituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regio­nal). Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 11 de maio. Na comparação com fevereiro, os maiores recuos foram regis­trados no Ceará (-15,5%), no Rio Grande do Sul (-7,3%) e na Bahia (-6,2%). No mesmo período, a produção nacional teve queda de 2,4%.

Em São Paulo, maior par­que industrial do país, houve uma expansão de 0,6%. As de­mais taxas positivas ocorreram no Amazonas (7,8%, após três meses de quedas), Pará (2,1%), Minas Gerais (1,7%), Goiás (1,6%) e Espírito Santo (1,5%). Segundo o IBGE, o recuo no Ceará foi o mais intenso desde abril de 2020, quando o indica­dor ficou em -35,2%. Na Bahia, foi registrada a terceira taxa negativa seguida, acumulando perda de 22,6%.

A queda nesses dois esta­dos teve influência dos setores de couros, artigos para via­gens, calçados e bebidas. Na indústria gaúcha, os setores de veículos e de outros produtos químicos tiveram os maiores impactos negativos, causando a segunda queda consecutiva e perda acumulada de 9,2%.

De acordo com o IBGE, o comportamento da indús­tria regional reflete o recru­descimento da pandemia da covid-19 no país, que levou os estados a adotarem medi­das restritivas para conter o avanço do vírus. Também ti­veram quedas maiores do que a média nacional o Rio de Ja­neiro (-4,7%), a Região Nor­deste (-4,2%) e Pernambuco (-2,8%). Completam a lista dos locais com recuo na produção industrial em março o Mato Grosso (-2,0%), Santa Catarina (-1,0%) e Paraná (-1,0%).

O Amazonas teve o maior crescimento no mês (7,8%), após três meses com resul­tados negativos e perda acu­mulada de 16,6%. A alta foi puxada pelos outros equi­pamentos de transportes e pelas indústrias de bebidas. São Paulo subiu 0,6%, a me­nor taxa entre as altas, mas foi a segunda maior influên­cia positiva no mês, puxada pelos setores de derivados do petróleo e de veículos. Pará (2,1%), Goiás (1,6%), Espírito Santo (1,5%), Minas Gerais (1,7%) completam os locais que registraram cresci­mento em março.

Os dados do IBGE apon­tam que seis localidades pes­quisadas conseguiram supe­rar o patamar de produção pré-pandemia de fevereiro do ano passado: Minas Gerais (11,3% acima), Santa Catarina (9,8%), São Paulo (7,1%), Para­ná (6,3%), Amazonas (1,4%) e Pernambuco (0,3%). Na com­paração com março de 2020, o crescimento da indústria na­cional foi 10,5%.

Dos 15 locais pesquisados, dez tiveram resultados posi­tivos no mês: Santa Catarina (36,5%), Amazonas (22,5%), Rio Grande do Sul (21%), São Paulo (16,0%), Minas Gerais (12,5%), Paraná (12,3%), Ceará (9,9%), Pará (8,1%), Pernam­buco (7,0%) e Goiás (0,4%). Tiveram queda na compara­ção anual a Bahia (-18,3%), o Rio de Janeiro (-4,8%), a Re­gião Nordeste (-2,7%), o Mato Grosso (-1,7%) e o Espírito Santo (-1,4%).