PSL decide suspender Eduardo e 13 deputados

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MARCELO CAMARGO/AG.BR.

A Executiva Nacional do PSL decidiu pela suspensão de 14 deputados da legenda que são alvos de processo no Conselho de Ética do partido. O deputado Eduardo Bolsona­ro (SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, é quem recebeu a maior punição e pode ser sus­penso das atividades partidá­rias por um ano.

No total, 14 deputados tive­ram os pedidos de suspensão aceitos e quatro foram adver­tidos. A decisão, contudo, não tem efeito imediato e precisa ser referendada pelo Diretório Nacional da legenda, que se reúne na semana que vem. Se mantida, o filho do presidente perde a liderança do PSL na Câmara e todas as cadeiras que ocupa nas comissões temáticas da Casa de Leis.

Eduardo só manteria o co­mando da Comissão de Rela­ções Exteriores e Defesa Nacio­nal (Creden) porque foi eleito presidente e, pelo regimento da Casa, fica imune a quaisquer alterações feita pelo partido. A suspensão de Eduardo e de aliados é um banho de água fria dentro da ala ligada ao presiden­te Jair Bolsonaro que queria a expulsão para conseguir sair do partido sem perder o mandato.

Em entrevista à Rádio El­dorado na terça-feira, 26 de novembro, advogada da famí­lia Bolsonaro e tesoureira do Aliança pelo Brasil, Karina Kufa, afirmou que seria “um favor” re­tirarem eles da legenda. Segun­do ela, o PSL tem adotado uma tática de abrir vários processos de expulsão contra os parlamen­tares aliados de Bolsonaro para provocar “medo e terror”.

“Estão fazendo isso para vir com penalidades que só visam criar um processo vexatório, não um processo democráti­co. Se não está satisfeito com o parlamentar, expulse e deixe ele viver a vida em outro partido”, afirmou a advogada na entrevis­ta. Na última quinta-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro lançou o Aliança pelo Brasil.

Ele deseja tirar o partido do papel a tempo das eleições mu­nicipais de 2020, que deve rece­ber os deputados que tiveram os pedidos de suspensão aceitos pelo PSL. A debandada do gru­po político de Bolsonaro ocorre após divergências com o presi­dente da sigla, deputado Lucia­no Bivar (PE).

O PSL deixou de ser nanico após eleger 52 deputados no ano passado – deve receber algo próximo de R$ 1 bilhão em recursos públicos até 2022. A intenção do grupo do presidente era afastar Bi­var para poder dar as cartas na distribuição do dinheiro. Mas a manobra não foi bem sucedida e obrigou Bolsonaro a sair da legenda.

O deputado Eduardo Bol­sonaro afirmou que a decisão da cúpula do PSL de suspender seus direitos políticos partidá­rios por um ano “não o preo­cupa”. “Para ser sincero, não me preocupo com isso (a saída do partido). É óbvio que sair do partido implica sair das co­missões, mas nada disso me faz perder o sono, porque a minha moral com o meu público con­tinua a mesma. Agora, eles que vão ter que se explicar”, afirmou.

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