Uma série de cinco acidentes foi registrada no trecho próximo ao quilômetro 308 da Rodovia Anhanguera (SP-330), na re­gião da Vila Abranches e do Parque Industrial Lagoinha, nesta sexta-feira, 1º de setem­bro. O mais grave, com uma carreta da empresa Woody Tech, levou o motorista Valdê­nio Ferreira Souza, de 38 anos, à Unidade de Emergência do Hos­pital das Clínicas (HC-UE).

O acidente ocorreu na ma­drugada desta sexta-feira, perto do Viaduto Júlio Voltarelli e da alça de acesso á avenida Henry Nestlé, e deixou o caminhoneiro ferido. No entanto, ele recebeu alta ainda na noite de ontem. A cabine foi totalmente destruída. Pelo trecho da rodovia passam cerca de 59 mil veículos por dia.

Souza colidiu a carreta com uma pilastra de sustentação da passarela existente sobre o quilô­metro 308 da Anhanguera. Segun­do informação da empresa conces­sionária, não foi preciso interditar a autoestrada. A perícia técnica es­teve no local e o tráfego ficou pre­judicado no período da manhã, quando motoristas diminuíram a velocidade de seus veículos para observar o acidente.

A carreta transportava uma SUV Toyota Hylux e seguia da cidade de Guarulhos, na Gran­de São Paulo, para Uberlândia, em Minas Gerais. No registro da ocorrência consta que o motoris­ta perdeu o controle da direção e bateu contra placa de sinalização, barreira de concreto e frontal­mente na pilastra da passarela. A Polícia Militar Rodoviária (PMRv) acredita que ele tenha dormido ao volante, já que não sinais de frenagem na pista.

Valdênio Ferreira Souza foi so­corrido pelo serviço de urgências da concessionária. “Ele disse que não se lembra de nada, mas a gente acredita que ele tenha dormido ao volante, até porque não havia uma marca de frenagem no local”, diz o tenente Péricles Flora, que falou com o motorista logo após o aci­dente. A carreta também transpor­tava uma carga de paletes.

Depois da carreta, outro aci­dente foi registrado, entre um ca­minhão e um guincho. Como o caminhão batido não havia sido retirado da passarela, outros con­dutores curiosos acabaram dimi­nuindo a velocidade, desviando a atenção do trânsito. O caminhão só começou a ser retirado da es­trutura da passarela por volta das 22 horas. Um perito acompa­nhou o serviço. Neste sábado (2), uma equipe de engenharia deve voltar ao local para verificar se a estrutura da passagem de pedes­tres e do viaduto não foi abalada. Se houver algum risco, o equipa­mento pode ser interditado.

O motorista Paulo Sérgio da Silva, que se envolveu em um dos acidentes, contou que seguia pela rodovia, quando o condutor do guincho que estava à frente dele freou bruscamente. Com o impac­to, os dois veículos ficaram danifi­cados, mas os condutores não se feriram. Já no início da noite, dois carros bateram no mesmo trecho.