RP deixa de ter o gás mais caro

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ALFREDO RISK

Depois de três meses no topo da lista dos mais caros do estado de São Paulo, o gás de cozinha vendido em Ribei­rão Preto deixou a liderança do ranking e agora está em terceiro lugar, atrás de São Carlos e Araraquara. Segundo o levantamento semanal da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustí­veis (ANP), realizado em 108 municípios paulistas entre 6 e 12 de outubro, o botijão de 13 quilos do gás liquefeito de pe­tróleo (GLP) ribeirão-pretano custa R$ 76,57 (mínimo de R$ 65 e máximo de R$ 90).

Depois de muito tempo o produto vendido em Ribei­rão Preto também está sen­do repassado ao consumi­dor por menos de R$ 80. Na semana passada, o preço do GLP caiu 5,4% em compara­ção com a anterior, quando o vasilhame de 13 quilos era revendido por R$ 80,95, des­conto de R$ 4,38. Até dia 5, era a única cidade do levan­tamento feito pela ANP em que o produto custava mais de R$ 80. Os revendedores de Ribeirão Preto pagam R$ 58 pelo botijão (piso de R$ 47 e teto de R$ 63).

A variação entre o valor pago pelo revendedor e pelo consumidor chega a chega a 32%, diferença de R$ 18,57. As 24 distribuidoras de gás da ci­dade vendem 3.300 unidades por dia para os comerciantes. O primeiro lugar do ranking dos mais caros também é da região: São Carlos repassa o GLP por R$ 78,36 (mínimo de R$ 69,90 e máximo de R$ 91), cerca de 2,3% acima ao preço médio do produto ri­beirão-pretano, diferença de R$ 1,79. Em Araraquara, cus­ta R$ 77,42 (piso de R$ 68 e teto de R$ 85).

O valor médio cobrado do consumidor em Ribeirão Preto (R$ 76,57) está R$ 24,07 acima do praticado em Olím­pia, de R$ 52,50 (piso de R$ 51 e teto de R$ 60), o produto mais barato do estado, varia­ção de 45,8%. O gás ribeirão­-pretano havia aparecido no topo do ranking na primeira semana de junho, entre os dias 2 e 8, quando era nego­ciado a R$ 82,43, em media, e depois oscilou entre o segun­do, terceiro e quarto lugares, mas nos últimos três meses liderava o ranking.

A última alteração no pre­ço do gás de cozinha ocorreu no início de agosto, quando a Petrobras anunciou descontos entre 6,5% e 12%, dependen­do da localidade. Na região Sudeste, o abatimento deveria der se 8,17%, mas o consumi­dor ribeirão-pretano sentiu pouca diferença no preço fi­nal. Alguns revendedores re­duziram o preço e aplicaram desconto de até R$ 5, mas a média de retração na cidade foi de até R$ 3.

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