JF PIMENTA/ARQUIVO

Ribeirão Preto registrou mais 206 casos de corona­vírus em 24 horas – cerca de um a cada seis minutos e 59 segundos –, o número de pessoas infectadas pelo Sars­-CoV-2 superou a marca de 96,7 mil e, neste ritmo, pode chegar a 100 mil até meados de agosto. Nesta quinta-fei­ra, 15 de julho, saltou para 96.736, aumento de 0,2% em relação aos 96.530 de quarta-feira (14).

Em pouco mais de seis meses de 2021, Ribeirão Pre­to tem mais de 54,7 mil ca­sos confirmados. São 54.755, alta de 30,4% em relação aos 41.981 do ano passado, 12.774 a mais. Também representa 56,6% de toda a pandemia. A quantidade total de pessoas infectadas representa 13,6% da população da cidade, de 711.825 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Ge­ografia e Estatística (IBGE).

O recorde de infecções em 24 horas foi registrado em 9 de junho, de 726. O anterior era de 1º de junho, de 667. Antes pertencia a 15 de julho do ano passado, de 657 registros. A va­riante manauara (P.1) já repre­senta 88% dos contágios deste ano na cidade. Junho termi­nou com 10.031 casos, média de 334 a cada 24 horas, e já o segundo mês com mais contá­gios, superando março (9.748).

Em julho já são 2.115, cer­ca de 151 por dia. Maio fe­chou com 11.208, média de 362 a cada 24 horas. É o mês com mais casos confirmados. O número de janeiro chegou a 8.720. Em fevereiro já são 5.057 pessoas infectadas. Em abril são 7.876. O recorde do ano passado pertence a julho (8.625). Os dados estão no Bo­letim Epidemiológico, atuali­zado pela Secretaria Municipal da Saúde nesta quinta-feira.

A tendência é de alta na comparação semanal. Entre 1º e 7 de julho, quando pas­sou de 93.160 para 94.950, mais 1.790 pacientes foram diagnosticados com co­vid-19, média móvel de 256 a cada 24 horas. Entre 7 e 14 de julho – oito dias, os dados do dia 8 não foram divulga­dos por causa do feriado da revolução Constitucionalista de 1932, celebrado em 9 de julho –, saltou de 94.950 para 96.736. São 1.786 novos ca­sos, 223 a cada 24 horas.

Apesar de indicar retração de 0,2%, com quatro contá­gios a menos, o balanço tem por base oito dias contra sete, por isso o confronto deve ser feito pela média móvel, de 256 contra 223, queda de 12,9%. Se a comparação considerar o período de duas semanas, a tendência também é de queda.

O número de casos saltou de 88.555 para 92.953 entre 17 e 30 de junho. São 4.398 novos contágios, média de 314 por dia. Entre 1º e 14 de julho passou de 93.160 para 96.736, ou seja, mais 3.576 pessoas infectadas, 255 a cada 24 horas. Houve recuo de 18,7%. São 822 a menos.

As notificações desde o início da pandemia chegaram a 213.637, sendo que 112.279 testaram negativo para co­vid-19, ou 52,5% do total. Os 96.736 casos confirmados até agora representam 45,3%. Ri­beirão Preto também aguar­da o resultado de 4.622 exa­mes que estão represados nos laboratórios (2,2%) – voltou a ficar acima de quatro mil.

Os meses com menos casos são março (88, a pandemia co­meçou em meados do mês na cidade) e abril (223) do ano pas­sado. A taxa de transmissão (Rt) atual é de 0,65, a 11ª mais baixa do estado. Significa que cada 100 pessoas contaminadas transmi­tem a doença para outras 65. Ribeirão Preto também tem 2.624 mortes por covid-19.

Isolamento social
Segundo o Sistema de Mo­nitoramento Inteligente (Simi­-SP) do governo de São Paulo, que acompanha 104 municí­pios com mais de 70 mil ha­bitantes, a taxa de isolamento social caiu para 39% na quar­ta-feira, mesmo índice de ter­ça (13) e segunda (12). Era de 47% no domingo (11). Ou seja, mais da metade da população adulta saiu de casa. O ideal, se­gundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é de 70%.