AGÊNCIA PETROBRAS

Ribeirão Preto registrou mais seis mortes por co­vid-19, segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria Municipal da Saúde, e a cida­de pode ultrapassar a marca de 2.850 óbitos na semana que vem. O avanço da vaci­nação evitou um avanço de­senfreado da doença.

Nesta quinta-feira, 26 de agosto, o número de faleci­mentos em decorrência da doença chegou a 2.837, alta de 0,2% em relação aos 2.831 anunciados até quarta-feira (25). Há 22 óbitos oficiais em agosto, mas 118 pessoas mor­reram de covid-19 este mês, quase cinco por dia. Março é o mês com mais mortes na pandemia. São 401, média de 13 por dia. O recorde do ano passado pertence a julho (244).

O recorde de falecimentos anunciados em um único bo­letim pertence a 14 de junho deste ano, de 36, e o de faleci­mentos em 24 horas é de 3 de junho, de 26 óbitos. O total de mortes por covid-19 em me­nos de oito meses de 2021, de 1.793, já é 71,7% superior ao registrado em nove meses do ano passado (de março a de­zembro), de 1.044 óbitos. São 749 a mais.

De 26 de março de 2020, data do primeiro óbito, a 15 de janeiro deste ano, data da mi­lésima morte, foram 297 dias. Para chegar a dois mil foram 122 dias. As ocorrências fatais do último boletim foram regis­tradas em um período de 48 horas, entre segunda (23) e ter­ça-feira, 24 de agosto. As víti­mas são quatro homens e duas mulheres com idade entre 30 e 90 anos. Duas estavam abaixo dos 60 anos.

Cinco pacientes estavam em hospitais públicos e um morreu em instituição parti­cular. Dois homens, de 30 e 47 anos, e uma senhora de 90 anos não tinham comorbidades. As outras três pessoas eram portadoras de doenças graves como cardiovascular e renal crônicas, hipertensão arterial, diabetes mellitus e obesidade.

A tendência é de queda na comparação semanal. Entre 12 e 18 de agosto ocorreram 45 falecimentos na cidade, um a cada três horas e 44 minutos. Nos sete dias subsequentes, entre 19 e 25 de agosto, foram confirmados mais 28 óbitos, um a cada seis horas, recuo de 37,8% e 17 casos a menos.

Se comparação considerar o período de 14 dias, a tendência ainda é de alta. Entre 29 de ju­lho e 11 de agosto ocorreram 60 mortes, um falecimento a cada cinco horas e 36 minutos. Entre 12 e 25 de agosto a cidade re­gistrou 73 óbitos, cerca de um a cada quatro horas e 36 minutos, 13 a mais e aumento de 21,7% em relação ao período anterior. São 133 no total de 28 dias.

Os meses com menos fa­lecimentos são março de 2020 (dois, a pandemia começou em meados do mês em Ribei­rão Preto) e abril do ano passa­do (onze). A taxa de letalidade da pandemia é de 2,7% e neste ano está em, 2,8%. Por sexo, as vítimas da covid-19 são 1.578 homens (55,6%) e 1.259 mu­lheres (44,4%).

A mais jovem em toda a pandemia é o bebê de um mês que morreu em 22 de junho. A segunda é um menino de seis meses que faleceu em 12 de junho. A mais idosa é uma se­nhora de 102 anos que faleceu no dia 2 de fevereiro de 2021. O município de Ribeirão Preto superou a marca de 106,3 mil pacientes infectados pelo Sars­-CoV-2 – são 106.367.