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Ribeirão Preto registrou mais oito mortes por covid-19, segundo o Boletim Epidemio­lógico da Secretaria Municipal da Saúde, e superou a barreira de 2.660 óbitos. A incidência de casos fatais está desacele­rando, reflexo do avanço da vacinação e também do lo­ckdown imposto entre 27 de maio e 6 de junho, mas neste início de semana voltou a re­gistrar média acima de dez fa­lecimentos diários – são 35 em três dias, onze a cada 24 horas.

Nesta quarta-feira, 21 de julho, o número de falecimen­tos em decorrência da doença chegou a 2.662, alta de 0,3% em relação às 2.654 anunciadas na terça-feira (20) – no dia 15 não foi divulgado nenhum óbito. A última vez que um boletim ha­via sido divulgado sem vítimas fatais da covid-19 ocorreu sete meses atrás, em 15 de dezembro.

Maio terminou com 383 mortes, doze por dia, segundo os dados oficiais. Já é o segundo mês com mais óbitos da pande­mia, atrás de março (400, treze por dia, o período com mais falecimentos). O recorde do ano passado pertence a julho (244). São 347 vítimas fatais em junho, quase doze por dia, mas apenas 157 aparecem no balanço oficial.

Já é o terceiro mês com mais óbitos da pandemia, à frente de abril (330) deste ano – o boletim aponta 286 ocorrências oficiais. Há onze registros oficiais em julho, mas 91 casos já foram anunciados, quatro por dia. Ja­neiro soma 172. São 209 casos em fevereiro. O recorde de fa­lecimentos anunciados em um único boletim pertence a 14 de junho, de 36.

Superou o de 8 de junho, de 33 óbitos. Antes era de 6 de abril, de 32 vítimas fatais. O total de mortes por covid-19 em pouco mais de seis meses de 2021, de 1.618, já é 55% superior ao re­gistrado em nove meses do ano passado (de março a dezembro), de 1.044 óbitos. São 574 a mais. O recorde de falecimentos em 24 ho­ras é de 3 de junho, de 26 óbitos, contra 23 de 1º de abril. Antes da segunda onda de covid-19 era de 24 de julho de 2020, de 13.

De 26 de março de 2020, data do primeiro óbito, a 15 de janeiro deste ano, data da milési­ma morte, foram 297 dias. Para chegar a dois mil foram 122 dias. As ocorrências fatais do último boletim foram registradas em um período de 96 horas, entre sábado (17) e a última terça-fei­ra, 20 de julho. As vítimas são quatro homens e quatro mulhe­res de 28 a 96 anos. Quatro esta­vam abaixo da faixa de 60 anos.

Sete pacientes estavam em hospitais públicos e um mor­reu em instituição particular. A secretaria investiga se um homem de 31 anos sofria de algum problema de saúde. Um senhor de 53 anos não tinha comorbidades. As outras seis pessoas eram portadoras de doenças graves como doenças cardiovascular e neurológica crônicas, obesidade, hiperten­são arterial e diabetes mellitus.

A tendência é de estabili­dade na comparação semanal, mas com viés de queda. Entre 7 e 13 de julho ocorreram 35 falecimentos na cidade, cerca de um a cada duas horas e 48 minutos. Nos sete dias subse­quentes, entre 14 e 20 de julho, foram confirmados mais 31 óbitos, um a cada cinco horas e 25 minutos, recuo de 11,4% e quatro casos a menos.

Se comparação conside­rar o período de 14 dias, a tendência também é de esta­bilidade, com viés de queda. Entre 23 de junho e 6 de ju­lho foram 69 mortes, um fa­lecimento a cada quatro horas e 52 minutos. Entre 7 e 20 de julho a cidade registrou 66 óbi­tos, cerca de um a cada cinco horas e cinco minutos, três a menos e recuo de 4,3% em re­lação ao período anterior. São 135 no total de 28 dias.

Os meses com menos faleci­mentos são março de 2020 (dois, a pandemia começou em mea­dos do mês em Ribeirão Preto) e abril do ano passado (onze). A taxa de letalidade da pan­demia caiu de 2,8% para 2,7% – chegou a 4,9% em abril e a 5,3% em maio do ano passado. Neste ano, até agora, a taxa era de 2% em janeiro, 4,1% em fe­vereiro e 4,1% em março.

Era de 3,6% em abril, che­gou a 3,4% em maio, fechou junho em 1,5% e já está em 0,3% em julho. A média neste ano subiu agora de 2,5% para 2,7% em março, em abril pas­sou de 2,8% para 2,9%, subiu para 3% em maio e agora caiu para 2,9%, ainda acima dos índices regional (2,6%), mun­dial (2,1%) e nacional (2,8%) e abaixo do estadual (3,4%).

Por sexo, as vítimas da co­vid-19 são 1.479 homens (55,6%) e 1.183 mulheres (44,4%). A mais jovem em toda a pandemia é o bebê de um mês que morreu em 22 de junho. A segunda é um menino de seis meses que faleceu em 12 de junho. Uma menina de três anos que mor­reu em 1º de junho deste ano é a segunda.

A mais idosa é uma senhora de 102 anos que faleceu no dia 2 de fevereiro de 2021. O municí­pio de Ribeirão Preto superou a marca de 98,2 mil pacientes in­fectados pelo Sars-CoV-2 – são 98.222. O Boletim Epidemio­lógico do Departamento de Vi­gilância em Saúde contabiliza a data do início dos sintomas e do diagnóstico da doença.