RP tem quase 14 mil casos de dengue

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Mosquito transmissor da Dengue - Divulgação

Desde 1º de janeiro e até sábado, 30 de novembro, Ri­beirão Preto registrou 13.903 casos de dengue, 13.670 a mais que os 233 dos dez primeiros meses de 2018, alta de 5.867%, cerca de 59 vezes superior em 334 dias de 2019. Os dados são do Boletim Epidemiológico da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), divulgados nesta terça­-feira, 3 de dezembro. A cidade também já tem três mortes por dengue hemorrágica confir­madas e luta para tentar conter o avanço da doença.

O proliferação do Aedes aegypti já coloca a cidade em um cenário típico de epidemia. A população deve ficar atenta porque em 80% dos casos o criadouro do vetor está dentro de casa – o mosquito também é transmissor do zika vírus e das febres chikungunya e amarela (na área urbana). Neste ano, dentre as já anunciadas víti­mas do Aedes aegypti, 4.184 são da Zona Oeste, 3.831 da Zona Norte, mais 3.000 da Leste, 1.636 da Central, 1.250 da Sul e dois sem identificação de distrito. Foram investiga­dos 22.488 casos. A média é de quase 42 novos pacientes por dia. Parte é do sorotipo 2, que é mais forte e contra o qual a po­pulação não está imune.

O número de vítimas do Aedes aegypti na cidade em 334 dias deste ano já é 5.030% superior ao total do ano pas­sado, quando Ribeirão Preto contabilizou 271 ocorrências – são 13.632 pacientes a mais em 2019, ou 51 vezes superior. Neste ano, Ribeirão Preto regis­trou 254 casos de dengue em janeiro, 851 em fevereiro, 1.850 em março, 4.223 em abril, 4.808 em maio, 1.443 em junho, 257 em julho, 77 em agosto, 48 em setembro, 46 em outubro e 46 em novembro.

Em 2018, foram 45 ocor­rências no primeiro mês, 37 no segundo, 28 no terceiro, 42 no quarto, 35 em maio, 17 em ju­nho, onze em julho, cinco em agosto, um em setembro, seis em outubro, cinco em novem­bro e 38 em dezembro. No ano passado, das 271 pessoas conta­minadas pelo vetor, 90 eram da Zona Leste, mais 73 na Oeste, 51 na Norte, 37 na Sul e 19 na Central, além de um caso sem identificação do distrito.

Em 2017, foram registrados 246 casos, o volume mais baixo dos últimos doze anos. Em 2014 foram 398 registros. Nos demais oito anos os casos confirmados foram superiores a mil, em al­guns deles passando de dez mil registros, como em 2016 (de 35.043 casos), 2010 (de 29.637), 2011 (de 23.384) e 2013 (de 13.179). O terceiro menor regis­tro de casos ocorreu em 2012, com 317. A Secretaria da Saú­de também já confirmou três mortes por dengue hemorrágica em Ribeirão Preto neste ano. A última foi de uma mulher de 53 anos, sem comorbidades, e que faleceu por causa da doença.

Os outros casos são de um homem de 73 anos, hospitali­zado durante 16 dias, portador de cardiopatia e que evoluiu com pneumonia e morreu no dia 22 de abril, e uma mulher de 44 anos, também portadora de doenças associadas que estava internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da avenida Treze de Maio, no Jardim Paulis­ta, e faleceu no mesmo dia, com diagnóstico definitivo do dia 23. Em um dos casos a sorologia já demonstrou ser do tipo 2. O ho­mem morava na Zona Leste e a mulher, na região central.

Chikungunya
Já para a chikungunya, cin­co casos foram confirmados em janeiro deste ano. Em 2018, Ribeirão Preto atendeu oito pessoas com a febre transmiti­da pelo Aedes aeghypti – uma em março, uma em abril, uma em maio, outra em junho, uma em agosto, uma em setembro e duas em outubro. No entan­to, fechou 2017 com aumento de 344,4%. Os dados mostram que o total saltou de nove para 40, com 31 pacientes a mais em relação a 2016. Neste ano não há casos de zika vírus, micro­cefalia e febre amarela.

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