Ribeirão Preto registrou mais 20 mortes por covid-19, segundo o Boletim Epidemio­lógico da Secretaria Municipal da Saúde, e, neste ritmo, a cida­de deve ultrapassar a marca de dois mil falecimentos este mês. Nesta terça-feira, 11 de maio, o número de vítimas fatais em decorrência da doença subiu para 1.959, alta de 1% em re­lação às 1.939 computadas até segunda-feira (10).

São 330 óbitos em abril, onze a cada 24 horas, mas o bo­letim aponta 148 ocorrências oficiais. Ribeirão Preto fechou março com 383 mortes por co­vid-19, segundo o boletim. São doze falecimentos por dia, o mês com mais vítimas fatais da pandemia – ultrapassou julho do ano passado (244). Janeiro soma 172. Em maio já são 60, seis por dia, mas há apenas quatro registros oficiais.

São 209 casos em feverei­ro. O recorde de falecimentos anunciados em um único bo­letim pertence a 6 de abril, de 32 óbitos. Antes era de 29 de março, quando foram divulga­das mais 28 vítimas fatais, mes­ma quantidade da última sex­ta-feira (23). O de 13 de abril, de 27, é o terceiro maior volu­me. No total, são 1.043 mortes do ano passado e 916 de 2021.

O recorde de falecimentos em 24 horas é de 1º de abril, com 23 óbitos, contra 19 do dia 14. Antes da segunda onda de covid-19 era de 24 de julho de 2020, de 13. Duas das ocor­rências fatais foram registradas em 27 e 30 de abril e as outras 18 pessoas morreram entre 4 de maio e a última segun­da-feira (10). As vítimas são oito homens e doze mulheres, entre elas uma adolescente de 14 anos portadora de doença neurológica crônica.

O paciente mais velho deste boletim tinha 76 anos. Dezessete estavam internados em hospi­tais públicos e três morreram em instituições particulares. Dois homens, de 58 e 64 anos, não sofriam de problemas de saúde e não tinham comor­bidades. As outras 18 pessoas eram portadoras de doenças graves. Sete estavam na faixa etária abaixo de 60 anos.

A tendência é de estabili­dade na comparação semanal. Entre 27 de abril e 3 de maio, ocorreram 47 falecimentos na cidade, cerca de um a cada três horas e 34 minutos. Nos sete dias subsequentes, entre 4 e 10 de maio, foram confirmados mais 46 óbitos, um a cada três horas e 39 minutos, recuo de 2,1% e um caso a menos.

Se comparação considerar o período de 14 dias, a tendên­cia ainda é de queda. Entre 13 e 26 de abril foram 143 mortes, uma a cada duas horas e 21 minutos. Entre 27 de abril e 10 de maio a cidade registrou 93 óbitos, cerca de um a cada três horas e 37 minutos, 50 a me­nos e recuo de 35% em relação ao período anterior. São 236 no total de 28 dias.

Os meses com menos fa­lecimentos são março de 2020 (dois, a pandemia começou em meados do mês em Ribei­rão Preto) e abril do ano passa­do (onze). A taxa de letalidade da pandemia subiu para 2,7% – chegou a 4,9% em abril e a 5,3% em maio do ano passado. Neste ano, até agora, a taxa era de 2% em janeiro, 4,2% em fe­vereiro e 4,1% em março, 2,1% em abril e já em 0,2% em maio.

A média neste ano subiu de 2,5% para 2,7% em março e em abril passou de 2,8% para 2,9%, e segue neste patamar, acima dos índices regional (2,6%), mundial (2,1%) e nacio­nal (2,8%) e abaixo do estadual (3,4%). A taxa de incidência de óbitos em 14 dias por 100 mil habitantes estava em 16,58 em 30 de abril, na quarta-feira, 5 de maio, estava em 14,89, no dia 6 era de 14,05 e em 7 de maio recuou para 12,92. Em 1º de março apontava 5,62.

Por sexo, as vítimas da covid-19 são 1.082 homens (55,2%) e 877 mulheres (44,8%). A mais jovem em toda a pandemia é uma me­nina de seis anos que morreu em 14 de fevereiro (a menina de 7 anos que morreu em 18 de janeiro é a segunda) e a mais idosa, uma senhora de 102 anos que faleceu no dia 2 do mesmo mês deste ano.

O município de Ribeirão Preto superou a marca de 73,4 mil pacientes infectados pelo Sars-CoV-2 nesta semana – são 73.478. O Boletim Epidemio­lógico do Departamento de Vi­gilância em Saúde contabiliza a data do início dos sintomas e do diagnóstico da doença.