Arquivo/Agência Brasil

A Secretaria Municipal da Saúde informa que, seguindo norma da Divisão de Imuniza­ção do Centro de Vigilância Epi­demiológica do Estado de São Paulo, as crianças residentes em Ribeirão Preto com idade entre seis e onze meses deverão rece­ber uma dose da vacina tríplice viral a partir desta segunda-fei­ra, 12 de agosto. Independente­mente dessa dose, a vacinação com tríplice viral aos 12 meses e de tetra viral aos 15 meses deve ser realizada normalmente, des­de que respeitados um intervalo de 30 dias entre cada uma. Ou­tras 38 cidades do Estado de São Paulo estão na lista do Ministé­rio da Saúde com alerta de surto ativo de sarampo.

Ribeirão Preto tem um caso confirmado, de uma criança de um ano de idade. Atualmente, 15 ocorrências suspeitas estão sendo investigadas. No entanto, o secretário da Saúde, Sandro Scarpelini, pede tranquilidade à população e garante que a cidade não vive uma epidemia da doença. Ele ressalta que Ri­beirão Preto possui uma boa cobertura vacinal. Em 2018, Ri­beirão Preto registrou um caso não autóctone (importado) no mês de abril, depois de dez anos sem nenhuma ocorrência.

A cidade possui, atualmen­te, 36 salas de vacinas que per­manecem abertas de segunda a sexta-feira. “As equipes de pro­fissionais da Vigilância em Saú­de estão fazendo os bloqueios para impedir o alastramento da doença onde foram constatados os casos suspeitos de sarampo. A Secretaria da Saúde entra em contato com todos aqueles que tiveram convívio com pessoas contaminadas ou com suspeita de sarampo. Em seguida, checa­-se a vacinação e se foram toma­das as duas doses da vacina. Na dúvida, a imunização é reforça­da”, orienta o titular da pasta.

A diretora de Vigilância em Saúde e Planejamento da Se­cretaria Municipal da Saúde, Luzia Marcia Romanholi Pas­sos, informou que as 15 pessoas com suspeita da doença são seis crianças e nove adultos, entre elas, algumas receberam as do­ses da vacina e outras não. “Es­tamos aguardando os resultados dos exames laboratoriais. Não há confirmação de nenhum caso e, diante disso, estamos fazendo os bloqueios, casos suspeitos estão sendo convocados e imuniza­dos”, tranquiliza a diretora de Vigilância em Saúde.

Ela orienta as pessoas que apresentarem febre e manchas vermelhas pelo corpo, acom­panhadas de tosse, coriza e ou conjuntivite, a procurarem uma unidade de saúde. “O sa­rampo é uma doença altamen­te transmissível por via respira­tória, isto é, transmite à outra pessoa ao falar, ao tossir, ao espirrar”, alerta. A diretora de Vigilância em Saúde do muni­cípio explica, ainda, que a vaci­na contra sarampo é de rotina, inclusa no Programa Nacional de Vacinação desde 1980.

Os casos entre menores de 12 meses de idade representam 13,6% dos 967 casos existentes no Estado. Pelo menos 80% do total se concentram na capital, com 778 casos. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a relação das cidades com indi­cação será atualizada semanal­mente. Se a situação epidemio­lógica exigir, novos municípios serão incluídos na lista.

A campanha de vacina­ção focada em jovens de 15 a 29 anos em 15 municípios da Grande São Paulo, continua. Segundo os dados da Secreta­ria, desde 10 de junho, quando a campanha começou, 1,2 mi­lhão de pessoas nessa faixa etá­ria foram imunizadas. A meta é vacinar 4,4 milhões até o dia 16 de agosto, data de encerra­mento da campanha. A vacina tríplice viral protege contra sa­rampo, rubéola e caxumba.

Número de casos
O sarampo está se alastran­do pelo País. Depois de São Pau­lo, Rio de Janeiro e Bahia, é a vez do Paraná registrar a doença. O Ministério da Saúde contabili­zou até o momento 1.226 casos da infecção entre 12 de maio e 3 de agosto. Do total, 1.220 es­tão concentrados em São Paulo, quatro no Rio, um na Bahia e outro, no Paraná. Há ainda 6.678 casos em investigação.

Desde o início do ano, fo­ram confirmados 1.322 pa­cientes com a infecção, 95% dos quais nos quatro Estados que atualmente estão em situa­ção de surto. Apesar do avanço da infecção, a cobertura vacinal contra sarampo é considera­da baixa. No Rio, 51,23% das crianças estão imunizadas. A cobertura em São Paulo é de 74,65%; na Bahia é de 61,69%; e no Paraná, de 89,53.

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