TWITTER/CORPO DE BOMBEIROS DE MIAMI/DADE

Vinte e quatro horas após o desabamento parcial do prédio de doze andares em Surfside, na região de Miami, na Flórida, Estados Unidos, quatro mortes foram confirmadas pelas auto­ridades, enquanto equipes de resgate seguem em um esforço incessante para localizar possí­veis sobreviventes do desastre.

Três corpos foram retira­dos dos escombros durante a madrugada desta sexta-feira, 25 de junho, enquanto uma outra morte já havia sido con­firmada pelas autoridades na quinta-feira (24).

De acordo com a prefeita do Condado de Miami-Dade, Daniella Levine Cava, o nú­mero de pessoas não localiza­das também aumentou, de 99 para 159. Esse grupo de pes­soas vem sendo chamado pelas autoridades pelo termo unac­counted for (não contabiliza­dos, em tradução livre), pois ainda não são considerados como desaparecidos. Na noite de quinta-feira (madrugada de sexta-feira em Brasília), o pre­sidente Joe Biden decretou es­tado de emergência na Flórida e ordenou assistência federal para complementar as equipes estaduais de resgate.

O desabamento ocorreu por volta da 1h30 (hora local, 2h30 em Brasília) da quinta-feira, na parte do condomínio Cham­plain Towers com vista para o mar. Desde então, uma força­-tarefa formada por homens do Corpo de Bombeiros, da polícia e de equipes especializadas em resgates trabalham no local em uma intensa operação na busca por sobreviventes. Cães-fareja­dores e equipamentos de sonar estão sendo utilizados para ten­tar localizar qualquer sinal de vida sob os escombros.

Cerca de 35 pessoas foram resgatadas da parte intacta do prédio, e duas foram retiradas dos escombros, segundo o chefe dos Corpo de Bombei­ros, Ray Jadallah. O condomí­nio Champlain Towers fica na Collins Avenue, no canto su­deste de Surfside.

A edificação foi construída em 1981 e tinha doze andares e 136 apartamentos – estima-se que 55 deles desmoronaram. Al­gumas unidades de dois quartos são negociadas atualmente no mercado com preços entre US$ 600 mil e US$ 700 mil, segun­do a polícia local (entre R$ 3 milhões e R$ 3,5 milhões na cotação atual). A causa do de­sabamento ainda não foi apon­tada pelas autoridades.