ALFREDO RISK/JORNAL TRIBUNA

A postura do Botafogo no mercado de transferências du­rante a paralisação das compe­tições por conta da pandemia do novo coronavírus está sen­do criticada pelo torcedor bo­tafoguense. A decisão de não contratar, porém, foi explicada pelo técnico Claudinei Olivei­ra, que mostrou descontenta­mento com as alterações feitas pela FPF (Federação Paulista de Futebol) no regulamento.

Segundo o treinador, houve inversão de valores na decisão da entidade. A justificativa do comandante botafoguense é de que enquanto o clube continuou honrando com seus compro­missos, outras equipes liberaram jogadores, não pagaram salários e agora vão poder se reforçar.

“Vão ter argumentos a favor e contra o retorno do Paulistão. Da maneira que foi feita hou­ve inversão de valores. Dizem que o Botafogo não se prepa­rou adequadamente. Penso ao contrário. Fizemos tudo certo. Seguramos quase todo o elenco enquanto outros liberaram atle­tas. Acreditamos que o regula­mento seria mantido e fomos prejudicados. Outros clubes ficaram três meses sem pagar o elenco. O Bota pagou e agora os outros clubes podem inscrever de 10 a 12 jogadores diferentes, que nem estavam na lista inicial”, criticou Claudinei.

Sobre reforçar o elenco, o técnico preferiu não entrar no assunto e deixou a decisão para a diretoria. “A decisão não cabe só a mim, cabe a diretoria do Botafogo. Não sabemos se o clube vai inscrever novos atle­tas ou se reforços chegarão so­mente para a Série B. A direção vai tomar melhor decisão para o Botafogo”, limitou-se.

O Botafogo retomou os trei­namentos com bola no último sábado e vai ter apenas uma se­mana cheia de preparação para a partida diante do Guarani, na próxima quarta-feira (22). O duelo ainda não tem local e nem horário definidos.

O Pantera não vai poder jo­gar no estádio Santa Cruz, pois a cidade de Ribeirão Preto está na fase vermelha do Plano São Paulo – que permite o funcio­namento apenas das atividades consideradas essenciais.