ALFREDO RISK

A nova massa de ar frio, de origem polar, chegou a Ribei­rão Preto na noite de domingo, 18 de julho, acompanhada de uma leve garoa que nem che­gou a cair em todos os bairros da cidade. Porém, foi suficiente para fazer a temperatuira des­pencar na madrugada desta segunda-feira (19).

Os termômetros marcaram 6 graus centígrados no início da manhã de ontem, com sen­sação térmica de 4ºC, segundo a estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) ins­talada no Aeroporto Estadual Doutor Leite Lopes, na Zona Norte da cidade. Segundo o Climatempo, a previsão para a madrugada desta terça-feira (20) era de 6ºC, mas há institu­tos que prevêem até 4ºC.

Nestes casos, a sensação térmica deve ficar perto ou abaixo de zero grau. A máxi­ma para esta terça-feira é de 21 graus, a mesma registrada ontem. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Defesa Civil de São Paulo emi­tiram alerta laranja para Ribei­rão Preto por causa do frio in­tenso previsto para este início de semana.

Ainda segundo o Clima­tempo, a umidade relativa do ar pode cair para 6% nesta ter­ça-feira, com máxima de 30%. Ontem a mínima ficou em 9% e a máxima, em 53%. Para quarta-feira (21), a temperatu­ra deve oscilar entre 8ºC e 27%, com umidade do ar batendo entre 15% e 51%.

As temperaturas voltam a subir na quinta-feira (22), com os termômetros mar­cando entre 13º e 28ºC e umidade entre 20% e 62%. A massa de ar polar chegou ao Sul do país na noite de sábado (17) e avançou sobre partes das regiões Sudeste (São Paulo) e Centro-Oeste e pelo sudoeste da Amazônia Legal no domin­go (18), “originando um novo episódio de friagem”.

Com isso, as temperaturas cairão nessas localidades du­rante os próximos dias, efei­to que poderá ser percebido, ainda que de forma atenuada, no sul e oeste de Rondônia, no sudoeste do Amazonas e no Acre. Para este domingo, o Climatempo prevê mínima de apenas 14 graus centígrados em Ribeirão Preto, com sensa­ção térmica de 11ºC.

A umidade relativa do ar ideal é de 60%, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Abaixo de 30% o município entra em estado de atenção e quando o índice é inferior a 20% a situação é de alerta. Os 711.825 mora­dores de Ribeirão Preto já retiraram agasalho, cachecol, luva, meia de lã, cobertor e edredom do armário.

No dia 1º de julho, Ribeirão Preto voltou a registrar a tem­peratura mais baixa em dez anos. Às cinco horas, os ter­mômetros marcaram 3ºC com sensação térmica de 0,4 grau centígrado negativo, segundo a estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) ins­talada no Aeroporto Estadual Doutor Leite Lopes, na Zona Norte da cidade. Esta é a tem­peratura mais baixa no mu­nicípio desde junho de 2011.

Estado de São Paulo
O estado de São Paulo deve ter a partir desta segunda-feira (19) dias frios, além de previ­são de geada, segundo o Insti­tuto Nacional de Meteorologia (Inmet). A geada é a formação de camadas de gelo – em for­ma de agulhas, prismas, es­camas – sobre a superfície do solo, das plantas e dos objetos expostos ao ar, devido à queda de temperatura.

A queda na temperatura é reflexo de uma massa de ar frio de origem polar e bastante seca que começou a atuar na região sul no final de semana. A pre­visão do Inmet é que, até quar­ta-feira (21), a onda de frio deve se manter na Região Sul e se propagar por partes das re­giões Sudeste e Centro-Oeste.

Brasil
O declínio da temperatu­ra, causado por uma massa de ar frio, não é exclusivo de São Paulo e atinge outras locali­dades no Sudeste, Sul e Cen­tro-Oeste. Em Santa Catarina, nesta segunda-feira, houve registros de neve e sincelo (pe­daços de gelo suspensos em ár­vores ou beirais dos telhados).

O Estado enfrenta uma onda de frio intenso, que pode ser a mais forte do ano, segun­do o Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia (Epagri/ Ciram). Na manhã de ontem, a região do Planalto Sul, famo­sa pelas baixas temperaturas, registrou mínimas negativas.
Segundo o Climatempo, foram -5°C em Urupema, -4°C em São Joaquim e -3°C em Bom Jardim da Serra. No início de julho, essas cidades registraram neve por três dias consecutivos, fenômeno que não ocorria há 21 anos na re­gião da serra catarinense.