ALFREDO RISK/ARQUIVO

O trabalho temporário – no formato da lei federal nú­mero 6.019/74 e do decreto nº 10.060/2019 – será responsável por gerar 400 mil vagas tempo­rárias no último trimestre do ano, segundo projeção da As­sociação Brasileira do Traba­lho Temporário (Asserttem).

O presidente da associação, Marcos de Abreu, afirma que no mês de outubro o setor da indústria ainda deve puxar as contratações para suprir a alta demanda do mercado, sendo que os principais segmentos que buscam reforços de trabalhado­res temporários são alimentação, farmacêutico, de embalagens, metalurgia, mineração, automo­bilístico e do agronegócio.

Já nos meses de novembro e dezembro, Abreu reforça que o destaque será o comércio, seguido pelo setor de serviços para pessoas físicas. “Com a proximidade do Natal, o co­mércio abrirá muitas vagas temporárias. Assim, quem está desempregado deve ficar aten­to a essas oportunidades que vão surgir”, afirma.

“A grande dica para o tra­balhador é procurar uma agên­cia de trabalho temporário. No site da Asserttem (asserttemas­serttem.org.br) ele consegue ter acesso à lista de agências associadas e registradas no Mi­nistério da Economia, dividas por estado”, completa.

De acordo com ele, por meio do trabalho temporário, o trabalhador pode adquirir mais conhecimentos e ter no­vas experiências no mercado, o que potencializa sua reco­locação em uma eventual vaga permanente. “Neste período de pandemia, estimamos que 20% dos trabalhadores temporários serão efetivados. É um número bastante expressivo”, frisa o presidente da associação.

Desempenho de setembro
Em setembro, as contrata­ções realizadas por meio do Trabalho Temporário surpre­enderam, mais uma vez, po­sitivamente. Ao todo foram 186.940 novas vagas tempo­rárias no mês, em 2020, um aumento de quase 42% frente às 131.761 de setembro do ano passado.

“O trabalho temporário torna seu legado nessa pande­mia e assume o papel de prota­gonista como uma importante solução para a sobrevivência das empresas e o combate ao desemprego, ao ser utilizado para substituição transitória e para demanda complementar de serviços de forma rápida, eficaz e segura”, conclui o pre­sidente da Asserttem.